Ficarei sem atualizar o blog por um bom tempo. Monografia, artigos, congressos, seleções etc me impedem. Na verdade, não estou administrando bem meu tempo, nada bem. Portanto, deixarei o blog abandonado por algum tempo, posso até fazer uma postagem avulsa aqui ou acolá. No mais... até breve!
Raramente paródia (falta criatividade), às vezes paráfrase (concordo com algumas pessoas), frequentemente original (penso muita coisa, não necessariamente frutífera).
quarta-feira, 28 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Eu, eu mesmo e... o ego
Para quem ainda não sabe, tem uma página neste blog intitulada Arquivos, onde disponibilizo links para meus artigos publicados e apresentados. Na página, disponho os papers dos mais novos aos mais antigos, logo, os últimos sempre estão acima.
Em outra postagem, eu já havia dito que participei do Intercom Nordeste, este ano em Campina Grande-CG. Aproveito para divulgar minha página do Slideshare (em que os artigos ficam armazenados) e dizer que ela está atualizada, com meu paper publicado no Intercom Nordeste: Os Blogs e as Teorias do Newsmaking e do Gatekeeper.
domingo, 18 de julho de 2010
Semana feliz!
Quem lê meu blog com alguma frequência, deve saber do problema que tive com a Oi. Tudo finalmente terminou, depois de esperar oito meses, pois o problema começou em novembro, quando fui ao Procon, depois ao Fórum até chegar a audiência de fevereiro, onde não houve acordo algum, e a última nessa segunda (12).
Ainda que a sentença não saia na hora, acredito que tenho muita chance de "vencer". O promotor (?) indagou a advogada da Oi de coisas que eu nem esperava, tipo, "vocês dizem que oferecem 2 meses grátis, contato que ele não ultrapasse o limite MÁXIMO da franquia, mas ele utilizou menos que seu limite de 5 gb e só usufruiu pouco mais que um mês". Ele disse ainda que a propaganda era ambígua e que, ao invés de "2 meses", a Oi deveria colocar "2 primeiras faturas". Enfim, eu nem questionava isso, porque sabia que eram apenas as 2 faturas iniciais, reclamava apenas que o primeiro mês era proporcional, contudo, não havia sido informado e não tem isso no contrato. Enfim, aguardo a sentença e espero que seja positiva para mim.
Depois de toda essa querela com a Oi chegar ao fim na segunda (12), quarta (14) foi o dia de outra felicidade: pegar LOGAN. O gatinho é muito bonito e fofo (postei três fotos dele em seu primeiro dia aqui em casa: uma, duas, três). Aproveito o ensejo para agradecer @LarissaGondim pela adoção e @FernandaEggers por informar que sua amiga estava dando um gatinho.
Essa postagem parece até enrolação para atualizar o blog... de certa forma, é. O problema é o pouco tempo na internet para ficar postando.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
5 pinturas, ou borrões, do futebol brasileiro
Como já vi muita gente falar tanto da beleza quanto, e principalmente, da feiúra dos jogadores da Copa do Mundo de 2010 - representada por craques como Tévez (Arg), Rooney (Ing), Özil (Ale), Kuyt (Hol) e Kanu (Nig), entre vários outros -, resolvi fazer a lista dos 5 jogadores brasileiros mais feios que vi jogar.
5. Marcelinho Paraíba. Não achando pouco sua feiúra, o paraibano ainda faz brincadeiras com seu cabelo, para ver se desvia o olhar das pessoas para apenas um lugar.

4. Iranildo. O ex-flamenguista chegou a declarar: "Minha mulher só me chama de bonito quando chego tarde em casa. Ela diz: bonito, hein?". Quem sou eu para desmentir, não é?
3. Edilson. Ganhou o apelido de "Capetinhha" antes até de ter esse cabelo da foto.

2. Clodoaldo. O eterno "Uh! Terror! Clodoaldo é matador!" Também, com uma beleza dessa, mata todo mundo do coração.
1. Amaral. Futebol? Feiúra? Primeiro lugar óbvio e com todos os votos da academia. Amaral é tão bonito que serve de apelido para um jogador muito feio ou machucado.
* Queria acrescentar jogadores como Biro-Biro, que não entrou na lista porque não o vi jogar, e Tévez, afinal, em matéria de feiúra, Carlitos sempre surge na memória, mas é argentino.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Tudo pode na TV... bem, quase tudo

A televisão não é uma terra sem lei, ao contrário, existem muitas formas de regulamentação para consumirmos nossos tão amados programas televisivos. Então, por que há tanta porcaria em seu conteúdo? Um dos problemas fundamentais é que a mira das metralhadoras é controlada por reguladores moralistas.
A hipocrisia que opera na televisão já foi percebida por um dos maiores críticos e comediantes americanos, quiçá mundiais: George Carlin. Morto em 2008, foi o primeiro apresentador do famoso programa Saturday Night Live e ícone da contracultura. Além de criticar acidamente a religião, Carlin ficou famoso por fazer o monólogo "As sete palavras que você não pode nunca dizer na televisão".

O comediante nos parece um dos defensores da livre forma de expressão, embora trabalhasse na TV – talvez fosse exatamente esse o principal motivo para ser um crítico deste meio. Na televisão, temos propagandas de bebidas alcoólicas e de cigarros, exaltação do heterossexualismo como conduta correta, imposição de preceitos religiosos, beneficiação de grupos políticos, entre tantos outros exemplos. Então, por que sete palavras podem causar tanto incômodo?
Em sua argüição, Carlin transpareceu o que havia por trás do mundo da TV, onde a hipocrisia desaguava em sete palavras: merda (shit), mijar (piss), foder/foda (fuck), boqueteiro (cocksucker), buceta (cunt), tetas (tits), filho da puta (motherfucker).
Os donos de emissoras queriam que essas palavras não penetrassem nos lares "de família", afinal, são piores do que exposições de violência, cigarro, bebida, preconceito, dogmas religiosos, manipulações políticas etc.
Como o público da televisão é amplo, desde crianças até idosos – na grande parte do horário –, é verdade que parcimônia no uso dessas palavras se faz necessário. O bom senso é sempre bem-vindo. No entanto, o real problema está na forma como elas são aplicadas ou mesmo nos momentos. Até porque a diferença entre mijar e urinar, buceta e vagina, foder e transar (fazer amor, como alguns preferem) é apenas a de interlocutor, a quem se fala.
Hoje, mesmo em programas humorísticos, onde o horário não é apropriado para crianças, observamos constrangimentos por causa dessas "sete palavras sujas" – como Carlin também as chamava –, ainda que, em outros ambientes, elas se façam presentes na boca da maioria de nós.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Carlos Caetano mantém a coerência
A esta altura, todo mundo sabe da briga entre Dunga x Globo (ou imprensa, em alguma perspectiva). Muitos apóiam cegamente nosso técnico, enquanto outros levantam a bandeira da Globo/imprensa. Sei que isso já foi bastante discutido em outros lugares, mas tenho de deixar minha opinião registrada (nem que seja para me arrepender e ser apedrejado depois).
Por um lado, vejo umas pessoas apoiando Dunga só para serem contra a Globo, outros defendem as empresas Roberto Marinho (ou a imprensa e os jornalistas, de maneira mais geral) dizendo que Carlos Caetano é muito ríspido com os "defensores da opinião pública".
Particularmente, não vejo problema em comentários irônicos que nosso técnico faz a imprensa. Afinal, os jornalistas julgam o trabalho de Dunga a todo gosto, por que ele não pode criticar o modo como alguns profissionais realizam uma cobertura? Será que os jornalistas são tão intocáveis assim, que nunca erram?
Não vi problema, por exemplo, quando ele afirmou preferir que os jogadores descansem no hotel a curtirem pela cidade. Não porque os atletas devam ficar presos, porém eles não relaxariam com toda a imprensa em cima deles (e Dunga tem uma parcela de certeza nisso). Outro fator são os treinos privados. Ora! Como vamos surpreender outra seleção se Dunga não puder experimentar jogadas secretas, se tem de toda hora mostrar o treino à imprensa?
Lógico que alguém vai dizer: Dunga não pode misturar a vida pessoal com a profissional. Todavia, imagine se você está com o pai perto de morrer, é criticado o tempo todo (direito da impressa e ele tem de aprender a lidar com isso) e vem um repórter e pergunta por que você deixou um treino trancado, sem você ter feito isso. Imagine ser criticado por uma pessoa que nem tentou se informar. Nessa ocasião, Dunga fechou os 20 minutos finais do treino e deixou aberto a primeira hora inteira. Nada mais normal do que você jogar uma ironia, uma crítica, não é (e com toda razão, já que, se fosse ele cometendo erro, ninguém iria poupar; porém, como disse, ele tem de conviver com isso)?
Entretanto, o real problema é que a imprensa não gosta de ser criticada, mas apenas de falar o que bem entender, pois é direito dela.
Dunga não é simpático, nem tem de ser. E, a meu ver, as críticas que ele fez a imprensa são pertinentes. Veja, tem momentos que ele é idiota e ignorante, quando procura arranjar briga com os jornalistas, como se fossem inimigos (o caso com o Alex Escobar foi um absurdo), e isso não defendo. Ainda assim, parece que houve um motivo forte por trás de toda essa briga entre Dunga e Escobar (Globo).
Para quem não sabe, Fátima Bernardes chegou a Dunga e disse que tinha firmado acordo com Ricardo Teixeira para fazer entrevistas exclusivas com alguns jogadores. Nesse momento, Dunga mantém a coerência tão prezada por ele e merece todo nosso respeito por isso. Ele esclarece a Fatinha que não vai privilegiar nenhum meio de comunicação, que se não dá entrevista a um, não o fará para outro. Não estou querendo justificar o que Dunga fez a Escobar, mas sua atitude perante a toda poderosa Rede Globo é totalmente louvável, em minha perspectiva.
p.s.: Não consegui expressar minha opinião de forma clara, mas é isso aí. Se rolar discussão, tento me explicar melhor.
domingo, 27 de junho de 2010
Puta que pariu, interjeição!*

Puta que pariu! Quem nunca usou essa expressão na vida? Muitas vezes, ela é vista como algum ruim, uma palavra de baixo calão, um insulto, enfim, um palavrão. Mas será que sempre queremos insultar alguém quando nos armamos de uma dessas palavras malquistas em nossa sociedade?
Porra! Caralho! Putaquepariu! Não é comum vermos outras diversas expressões equivalentes serem malvistas e as pessoas que a utilizam execradas, ainda que, muitas vezes, esses opressores se valham desses mesmos termos, porém com intenções mais detestáveis.
É realmente difícil entender o porquê de tanto ódio com aqueles que usam um famigerado palavrão, afinal, é uma palavra como qualquer outra, nem pior nem melhor. Bater o pé em uma pedra e gritar: “puta que pariu!” não é tão diferente do que gritar “aaai!” ou mesmo “merda!”. Todavia, alguém pode dizer: você está querendo expressar sua raiva, um sentimento não tão bom.
Beleza! No entanto, quando você ganha algo ou a seleção brasileira é campeã, por exemplo, você pode gritar: “puta que pariu!”, “caralho!” ou então “aêêê!”, “vencemos!”. Essas expressões são equivalentes em intenção, que é a de expressar um sentimento de felicidade, de extrema alegria. Então, por que tanto problema com os palavrões?
As pessoas devem encarar essas palavras “vis” de maneira diferente. Não devem julgar alguém simplesmente porque essa pessoa utiliza um termo que você discorda e acredita não ser a ideal. Afinal, as pessoas não vão agir de acordo com nossos ideais, temos de respeitá-las, estando ciente de que não é um palavrão que as tornam desprezíveis.
Temos de encarar o palavrão como ele é: uma simples interjeição, como as tão usadas “vixe!” e “oxe!”. Afinal, como define o dicionário Michaelis, interjeições são apenas palavras que exprimem emoções súbitas da alma.
* Este texto vai sair num fanzine sobre palavrão que estou fazendo com @parabrisa, @erikabruna, Fernanda e Neto. Foi bom para movimentar o blog enquanto ando sem tempo por causa da monografia.
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