
Puta que pariu! Quem nunca usou essa expressão na vida? Muitas vezes, ela é vista como algum ruim, uma palavra de baixo calão, um insulto, enfim, um palavrão. Mas será que sempre queremos insultar alguém quando nos armamos de uma dessas palavras malquistas em nossa sociedade?
Porra! Caralho! Putaquepariu! Não é comum vermos outras diversas expressões equivalentes serem malvistas e as pessoas que a utilizam execradas, ainda que, muitas vezes, esses opressores se valham desses mesmos termos, porém com intenções mais detestáveis.
É realmente difícil entender o porquê de tanto ódio com aqueles que usam um famigerado palavrão, afinal, é uma palavra como qualquer outra, nem pior nem melhor. Bater o pé em uma pedra e gritar: “puta que pariu!” não é tão diferente do que gritar “aaai!” ou mesmo “merda!”. Todavia, alguém pode dizer: você está querendo expressar sua raiva, um sentimento não tão bom.
Beleza! No entanto, quando você ganha algo ou a seleção brasileira é campeã, por exemplo, você pode gritar: “puta que pariu!”, “caralho!” ou então “aêêê!”, “vencemos!”. Essas expressões são equivalentes em intenção, que é a de expressar um sentimento de felicidade, de extrema alegria. Então, por que tanto problema com os palavrões?
As pessoas devem encarar essas palavras “vis” de maneira diferente. Não devem julgar alguém simplesmente porque essa pessoa utiliza um termo que você discorda e acredita não ser a ideal. Afinal, as pessoas não vão agir de acordo com nossos ideais, temos de respeitá-las, estando ciente de que não é um palavrão que as tornam desprezíveis.
Temos de encarar o palavrão como ele é: uma simples interjeição, como as tão usadas “vixe!” e “oxe!”. Afinal, como define o dicionário Michaelis, interjeições são apenas palavras que exprimem emoções súbitas da alma.
* Este texto vai sair num fanzine sobre palavrão que estou fazendo com @parabrisa, @erikabruna, Fernanda e Neto. Foi bom para movimentar o blog enquanto ando sem tempo por causa da monografia.
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