quarta-feira, 31 de março de 2010

Definitivo: ingresso na UFPB será por cotas

Agora é mais do que certo. Ontem, ficou decido que, a partir do vestibular de 2011 (este ano), seleção para UFPB será por meio de cotas. A informação é da agência de notícias da universidade.

Como pode ser percebido, o primeiro recorte é social, enquanto o segundo é claramente discriminatório, no que pesa cor/raça/etnia. Já falei e opinei sobre o assunto detalhadamente aqui.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Quem é doido de ir ao cinema do Tambiá? Eu!

Hoje fui ao cinema, como é de praxe nas segundas. No entanto, desta vez, tivemos (eu e @monicaema) a infeliz idéia de ir ao Tambiá, pois os produtos do Bob’s são mais baratos do que no Manaíra Shopping, ainda que o cinema tenha o mesmo preço nas segundas (3 reais).

Fazia tempo que não ia ao cinema do Tambiá e, devido a isso, esqueci que tinha motivo para a ausência. É uma pena que a memória falhe e nos esqueçamos de alguns motivos pelos quais nossas ações são orientadas.

Já chego lá e fico chateado porque não há informação nenhuma de quando podemos entrar na sala do cinema. Temos de ir com freqüência perguntar ao moço lá da portaria, que não é nada educado ou simpático.

Mas beleza, o que importa mesmo é assistir ao filme. A sala era a 05, como nos informa o atendente. Vamos seguindo o número das salas em ordem crescente, até que acaba na 04. Como assim? Quando voltamos, percebemos que, para as salas 05 e 06, temos de seguir outro caminho (obrigado pelo aviso, senhorzinho! ¬¬ Já estava batendo uma saudade do Manaíra).

Beleza! Quando adentramos, os trailers já estavam sendo exibidos, apesar de termos entrado cinco minutos antes do que estava marcado no ingresso. Os trailers acabam e o filme... PÁRA! Pois é, parou, deu pau, cagou, fudeu. Ficamos sem saber o que acontecia, achando que tinham parado porque a sessão começou mais cedo. Ledo engano! Dez minutos depois, um funcionário aparece e nos manda ir à sala 03. No momento, o pessoal já estava com raiva por causa do cheiro desagradável da sala e das cadeiras um pouco apertadas e sujas. Hum! Mas nem tudo são flores na vida dos clientes do Tambiá.

A sala 03 é infinitamente pior do que a 05. Além de ser menor, as cadeiras são mais juntas e imundas (estavam pretas ao invés da cor original: vermelha) – elas são de tecidos, nunca devem ter sido limpas; espero que ninguém tenha vomitado ou colocado uma catota por lá.

Bem, ao menos o filme começa rapidamente e não dá mais defeito. Quer dizer, o filme não dá defeito, porém... em determinado instante, começamos a ouvir o áudio do filme da sala vizinha. Depois de alguns minutos, tudo voltou ao “normal” e seguiu “bem” – claro, na medida do possível – até o final.

Por fim, quero frisar que ainda que o cinema do Manaíra Shopping seja bom, é ruim, para nós, que seja a única opção. As pessoas de João Pessoa são meio cinéfilas e merecem outros espaços, tanto para as grandes produções (Os Fantasmas de Scrooge, como tantos outros, ficou apenas DUAS semanas) quanto para os filmes alternativos e independentes.

Por sinal, Os Fantasmas de Scrooge entrou em novembro de 2009 nos cinemas, contudo, foi apenas HOJE, 29 de março 2010, que encontrei nos camelôs pessoenses. E olhe que eles são bons, viu? O carinha lá disse que o filme só chegou sábado. Em conversa, falou ainda que não tinha ciência da data de lançamento, que foi em novembro.

Só para constar, fomos assistir a O Livro de Eli – não falei sobre o filme porque não gosto de fazê-lo por aqui.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Eu queria odiar tudo no Zorra Total

Ouço várias pessoas dizendo que não gostam do Programa do Jô (e também do seu anfitrião). Por outro lado, existem aqueles que idolatram ambos. Ultimamente (alguns anos), às vezes fico chateado, quando assisto ao programa - vou explicar abaixo o porquê.

Tem gente que não admite que possui preconceitos, outros que admitem, mas tentam mudar, e ainda há aqueles que gostam de cultivá-los. Faço parte do último grupo. Alguns preconceitos podem ajudar, sobretudo a não perder tempo.

Hits de carnaval são chicletes. Bandas emo são iguais. Novelas para adolescentes só têm clichê. Jogador de futebol é burro. As Helenas da novela de Manuel Carlos são enjoativas. Humorista do Zorra Total é sem graça... Enfim, essas deviam ser regras gerais em nossa sociedade, quase verdades indubitáveis - já o são para preconceituosos como eu. E gosto de cultivar esses prejuízos, que me fazem não perder tempo achando que posso tirar algo bom dessas coisas (apesar de realmente às vezes poder).

Contudo, o Programa do Jô vem me fazendo mudar de idéia, pelo menos em um desses aspectos; o que me chateia.
Diogo Portugal, Katiuscia Canoro, Marcos Veras e Fabiana Karla são atores do Zorra Total que já foram entrevistados pelo gordo.

À exceção de Diogo Portugal, que foi ao Programa do Jô antes de participar do Zorra, os outros eu sempre achei sem graça. Até Diogo Portugal - para mim, um dos melhores humoristas que conheço - ficou chato, deixando seu personagem mais famoso pasteurizado no Zorra. Os outros nem se fala. O estilo do programa de impor um bordão não me agrada, sem contar a padronização e os clichês.

Ainda assim, quando entrevistados por Jô, esses atores se mostraram talentosos, ótimos humoristas, principalmente Katiuscia Canoro (ela não é tipo "engraçadinha", ao contrário, é muito talentosa) e Marcos Veras. A Fabiana Karla não mostrou muito do seu trabalho, mas dá para perceber que ela não é a merda que aparenta no Zorra Total.

Para quem não lembra, Katiuscia é conhecida pelo bordão "tou pagando!", Marcos pelo "olha a faca!" e Fabiana por "isso não te pertence mais". Diogo Portugal já era bastante conhecido antes do Zorra e digo apenas que, se nunca o viu, assista aos
seus vídeos no youtube - pode ter certeza, você não vai se arrepender, pois se chegou até aqui nesta postagem...

O foda agora é porque não posso falar que Zorra Total devia se chamar merda total, não posso xingar tudo no programa, tendo em vista que os artistas de lá merecem respeito. Eles são talentosos mesmo, são bons no que fazem, embora o programa não ajude. Portanto, se você - como eu - adora criticar Zorra Total, assista aos vídeos desses humoristas supracitados e continue falando mal, mas apenas do programa, não de todos os artistas.

domingo, 21 de março de 2010

Don't wanna be a professor idiot*

Semana passada, uma postagem de Erick Felinto causou certo burburinho numa "parte" da tuitosfera (alguém utiliza isso?). No texto, o professor mostrou (ironicamente) cinco passos que levam um estudante de graduação ao sucesso acadêmico, ao sonho tão desejado, ao ponto mais alto do cume: ser professor universitário. A postagem é a visão de um doutor, professor de universidade pública, que já foi estudante e lida com vários alunos que almejam um bom futuro no meio intelectual.

Enquanto eu lia o texto, percebi que alguns dos pontos expostos se adaptam, com algumas modificações, aos professores-universitários-intocáveis-semideuses. Agora, trago a minha visão – situando-me como um estudante que deseja um bom futuro acadêmico - dos cinco aspectos que levam alguns professores ao sucesso nas rodas de pesquisa, ao tão sonhado reconhecimento profissional.

  • Inicialmente, Erick (não o conheço pessoalmente, mas me dou o direito de chamá-lo pelo primeiro nome) diz que, para ter o tão almejado sucesso, o estudante não pode aborrecer o professor. Inversamente, para ser um professor reconhecido e aclamado, o "mestre" (não no sentido curricular do termo) deve aborrecer, perturbar e ser o mais inconveniente possível com seus orientandos. Ligar tarde da noite e fazer um pedido quase impossível, sobretudo se for para executá-lo ao amanhecer do dia seguinte, é um bom exemplo. Afinal, estudante não tem muitas tarefas, tem mesmo é de ficar a madrugada acordado fazendo o que seu orientador decide repentinamente. Nada de vida pessoal para orientando. Professor que é professor tem de ligar na hora mais íntima, quando o estudante está no banheiro ou mesmo no rala-e-rola.
  • O segundo ponto para o sucesso do graduando é ser conscientemente medíocre. Já o professor deve ser medíocre, mas não pode ter consciência disso. Aliás, até pode ter ciência, mas tem de fingir que não. Afinal, professor nunca erra, sempre está certo; quando erra, é só para ver a reação do pupilo, verificar se ele é prudente.
  • Evitar produzir algo original é a terceira sugestão para o sucesso do discente, principalmente no que se refere às novidades. O motivo é que os professores sempre estão mais ligados às inovações tecnológicas. Quando algo surge nas redes sociais, por exemplo, eles são os mais aptos para escreverem, estudarem, investigarem, mesmo que utilizem a ferramenta muito menos do que qualquer graduando. Ainda assim, são mais capazes, pois têm um aporte teórico muito mais vasto, um conhecimento tão amplo sobre outras questões que isso se sobrepõe ao fato de não conhecerem realmente o objeto de análise. Para o professor ter renome, por outro lado, deve produzir tudo de modo original, mesmo que o assunto já tenha sido bastante explorado e que os mesmos resultados tenham sido obtidos (por outro doutor ou principalmente por um graduando). O melhor método para fazer isso é trocar apenas o nome e criar uma ampla discussão quanto à denominação do objeto estudado ou do resultado alcançado. Outra maneira promissora é copiar a pesquisa de seu orientando e dizer que você fez tudo sozinho, mesmo que só tenha corrigido textualmente o trabalho e nem conheça o objeto profundamente, afinal, graduando não produz nada original.
  • Quarto passo para o êxito do estudante: Faça exatamente o que você disse que ia fazer. Do professor: Descumpra todo tipo de promessa feita aos alunos; eles não merecem crédito, são apenas graduandos. Mesmo que se lembre do prometido, finja que não. Deixe-os pensando que são apenas... graduandos, afinal, é o que são mesmo.
  • O último segredo para o discente ter um futuro acadêmico excelente é aprender todos os jargões da moda, que circundam os ambientes intelectuais, as rodas de pesquisa, os congressos mais badalados, etc. Esse mesmo ensinamento serve aos professores que querem ser conhecidos em todos os círculos acadêmicos. Afinal, usar códigos ao invés das palavras é muito instigante, bem como trocar palavras fáceis pelas mais complexas (e exagere nesse recurso), deixando um simples título tão incompreensível que qualquer pobre leitor (graduando) tenha dificuldade em entendê-lo. Por fim, outro fator importante é tornar o título tão extenso que o arquivo no computador não permita colocá-lo na íntegra.



* Não tenho intuito de insultar nenhum grandessíssimo magnífico professor (doutor) universitário. O título desta postagem é apenas uma referência à música do Green Day, American Idiot. Por favor, não deixem isso interferir quando eu participar da seleção do mestrado ¬¬.

terça-feira, 16 de março de 2010

Vá almoçar; deixe eu me formar!

Retornarei fazendo (mais) um mea culpa. Sei que voltei às aulas e tinha prometido postar com freqüência, o que não ando fazendo. Portanto, além de todos os defeitos que notadamente tenho, acrescento mais um a lista: tornei-me um mentiroso. Poderia ficar aqui explicando o porquê da minha falta de palavra, de não postar no blog, mesmo com a vida acadêmica de volta... e vou fazer isso mesmo.

Desde que começaram as aulas, tenho resolvido muitos problemas burocráticos. Está difícil eu me formar, tudo porque estudei um pouco mais do que devia; sim, essa confusão toda, essa burocracia que ando resolvendo acontece devido a minha dedicação aos estudos. Atrasar o curso, reprovar disciplinas, não estudar, isso tudo é muito fácil, agora tente estudar, se dedicar e adiantar
UM SEMESTRE do curso...

Isso porque ainda fiz tudo no tempo certo (e, sinto-me à vontade em dizer, bem feito). Entreguei o projeto que me concede direito a fazer a monografia na época correta (e o trabalho ficou muito bem feito). Durante o curso, me dediquei intensamente ao ensino e à pesquisa (faltando apenas a extensão, da famosa tríade universitária); e considero ter feito minha parte, apesar de o mesmo não poder ser dito de alguns professores.

Alguns podem dizer: mas por que você não se dedica à extensão? Ora bolas! Porque, atualmente, não me apetece (vá, vá, me chame de misantropo, antes de saber meus motivos). A razão é que não me sinto pronto ou à vontade em me dedicar a outrem (e não vou fazê-lo só para agradar alguns indivíduos), enquanto não realizar alguns objetivos. Do mesmo modo que alguém não quer se dedicar à pesquisa ou ficar dentro de uma sala de aula (embora eu entenda que tudo tem sua importância... enfim, é uma escolha minha).

Além do mais, não conheço ninguém que se dedique aos três pilares. Aliás, até conheço duas (ou talvez três) pessoas que fazem isso, mas não conseguem tirar proveito da tríade, sempre valorizam um ou outro aspecto; por isso me dedico ao que quero, de acordo com minhas atuais aspirações, tendo como otimizar meus enfoques. Posso dizer que, com minhas perspectivas e meus objetivos, estou satisfeito (não porque a pesquisa e o ensino foram 100% perfeito [algo é?], porém porque quem me critica faz "menos" do que eu, não dentro de seus objetivos [às vezes sim], mas no que vão levar disso tudo, da universidade, do que poderia ser otimizado).

Enfim, ia fazer uma postagem totalmente diferente, não ia escrever sobre esses assuntos, porém, como me estendi, resolvi só deixar esse texto mesmo. Em breve, postarei algo mais legal.

segunda-feira, 8 de março de 2010

"Oi! Como vai você?"*

Hoje começou a rotina universitária. Quer saber como estou? Apesar de tudo, feliz. É verdade: as férias acabaram, mas gosto dessa vida de estudante - espírito que espero nunca perder. Não quero ser um professor véi que não pesquisa e não produz, ao contrário, quero ficar que nem vinho: melhor com a velhice. Usar a experiência ao meu favor.

Estou bastante instigado para este período, pois vou terminar meu segundo ano no Pibic e fazer minha monografia. Empolgação mais do que dobrada em ambas as pesquisas. Sério mesmo, gosto dessa vida acadêmica. Ler, interpretar, analisar, publicar e discutir. Rotina chata? Para alguns, sim, mas não para mim (e outros tantos por aí).

Como as aulas retornaram, voltarei com as atividades neste blog a partir de... HOJE! Para a felicidade de... Na verdade, não consigo pensar em ninguém. Contudo, também acho que alguém ficará infeliz, já que, se não gosta do blog, é só não ler. Concorda? Se concordou, pensou besteira, pois papel de namorada (no singular porque sou monogâmico), amigos, familiares é exatamente este: ler, comentar, interceder, mesmo não se interessando. No meu caso, geralmente só a minha namorada faz isso.

Por falar nela, um viva para ela por demonstrar tanto amor por mim. Depois de eu insistir muito para ela fazer twitter, de justificar que a ferramenta é melhor para mantermos contato, enquanto estamos em viagem, depois disso tudo, ela não fez ¬¬. Porém, basta começar um novo período (na universidade) e ela querer iniciar um novo ciclo (não menstrual), para dizer: "Tomei uma decisão. Vou fazer meu twitter. Antes eu achava meio chato, agora vejo que não é".

Claro! Falarmos em época de viagem não é importante, mas acordar com desejo sim (vai entender mulher). Deve ser por isso que gosto tanto dela. Personalidade, embora tenha algumas falhas no caráter (brincadeira, viu? Não precisa bater em mim por isso).

Enfim, este post (não devia ser esta, já que "post" é diminutivo de postagem? Ainda assim, prefiro o pronome [demonstrativo?] no masculino) foi mais para ir escrevendo baboseira, o que minha surgia na mente. Acho que farei isso mais vezes, é bom para exorcizar os demônios (hã?). Até porque ir mais à universidade e à rua, por exemplo, torna tudo mais fácil. Tem lugar mais inspirador que o cotidiano? Quem pega ônibus, entende bem disso. Insights surgem na mente com muito mais freqüência. Além de que poderei conversar com pessoas como @erikabruna, @parabrisa (o viado não foi hoje porque está com a bunda frouxa; por que será?), @thikos,... vou parar por aqui, caso contrário farei uma lista grande e mesmo assim esquecerei alguém.



* Não sabe o motivo do título? Então não sei por que está lendo este blog e nem como chegou a ele. Foi mal! Isso é a áurea de @pecesiqueira rondando no ciberespaço. Veja o canal dele no youtube, o maspoxavida.