Eu coloquei meu nome completo no Google, pra ver se eu ainda era apenas um nome que passou no vestibular... Enfim, de repente, vejo que a postagem "Impresso pra quê?", que foi lincada no Digestivo Cultural, como eu mostrei aqui no blog, apareceu num site lá de minas, do sindicato dos jornalistas da lá. Pense numa surpresa.
Agora, o que foi estranho é que colocaram como se eu fosse um colaborador do site, pasmem, eu nem sabia de nada, fiquei sabendo só hoje. Acho interessante salientar que o texto diz muito do que eu estava sentindo em relação ao curso naquele momento; se eu fosse escrever hoje, justiça seja feita, muita coisa seria modificada. O curso está melhor do que nunca e a todo gás. Queria ver se fosse uma postagem falando bem do curso o povo ia veicular também. Mas não tou reclamando, longe de mim. Só tenho a agradecer. Mas nosso papel é sempre de (auto)crítica, né?
Raramente paródia (falta criatividade), às vezes paráfrase (concordo com algumas pessoas), frequentemente original (penso muita coisa, não necessariamente frutífera).
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Eita porra!
domingo, 23 de novembro de 2008
Retorno à música boa?
Caramba! Lembro que quando vi o boato sobre o possível namoro entre Malu Magalhães e Marcelo Camelo, em algum site sem credibilidade, falei logo pra Mônica (minha namorada) sobre a possível "bomba". Ela desacreditou logo. Mas aí está a prova.
Eu fiquei pensando o quão tosco isso é. Não pela diferença de idade, que é de 14 anos. Mas pelo fato de toda a pose de homem sério e culto que Marcelo Camelo tem. Não é que um homem que se demonstre assim não possa se relacionar com uma mulher (bem) mais nova, mas a mulher (ou menina?) em questão é Malu Magalhães.
Porra, véi! Ou ela é uma hipócrita putamente dissimulada ou Marcelo Camelo quer realmente voltar a escrever músicas boas, como aconteceu no primeiro cd do Los Hermanos, em que as canções que imperavam eram as melosas, com temas adolescentes de tristeza mórbida por amor, que podia até levar à morte ("sem você prefiro a solidão a sete palmos do chão"). A questão é que a menina tem 16 anos, mas tem uma mentalidade ainda de uma criança de 14 anos inocente, pelo menos é o que aparenta nas entrevistas.
Se isso num for um marketing fodástico ou uma afirmação que tem como serventia apenas inquietar os fãs do ex-Los Hermanos ou da moçoila, Marcelo está seguindo o caminho correto. Pois, se não pode voltar à idade que tinha quando lançou o primeiro cd do Los Hermanos (devia ter uns 20, na época), que tal namorar uma adolescente e viver um romance assim? Pois é! Se para escrever música boa é necessário sofrer (parafraseando um pouco Dodó), Camelo está sendo totalmente mala, pois, quando adolescente, ser traído pela pessoa que ama é a pior coisa do mundo, e o único remédio é a morte.
Não sei o que vai dar nisso tudo. Só sei que se os dois acabarem e sofrerem muito, os fãs (da música deles) podem até ficar feliz, pois um disco muito pode ser lançado. É só comparar o primeiro cd do Los Hermanos com os últimos... e fica claro que os chifres, as dores de cutuvelo, a viadagem emotiva, etc, deixam um cd muito melhor. Só não sei se há um poço mais fundo ou uma fossa maior que a encontrada no primeiro cd de Camelo com sua ex-banda. Lá podemos conferir músicas melancólicas para três mulheres (Anna Júlia, Aline e Bárbara), outras que, no título, já dizem a que vieram, como Lágrimas Sofridas, Azedume, Tenha dó. O resto das músicas, porém, tem títulos mais "camuflados", mas que basta escutar para se perceber o quão foi preciso sofrer para elas terem sido escritas.
Poxa vida! Não sei se estou sendo mal, mas, SE ocorrer uma separação, que ele fique bastante mal e volte a escrever como escreveu na época em que criou as letras para as canções do primeiro cd do Los Hermanos. Sinceramente, posso dizer que nunca mais escutei músicas tão boas quanto aquelas, pelo menos, nenhuma que trate sobre o tema da desgraça emocional de forma tão poética e "pesada", no sentido instrumental. Nem o Rei conseguiu tal feito.
Como diria Mayra "Cobrinha", o veneno deve estar escorrendo. Mas, vamos continuar... Imagine Marcelo Camelo se embeiçando com Malu com essa barba gigantesca. (rsrsrsrs) Deve ser, no mínimo, tosco. Ela com esse jeito todo introvertido... Na verdade, ele parece mais é o pai dela.
Há!!! - parte 02
Esta é a segunda (e última) parte da entrevista com Mousinho. O segundo momento é um pouco maior que o outro, mas vou postar logo tudo de uma vez. Devido a alguns protestos (né, Vitor?), tenho que me redimir e adjetivar um pouco mais Mousinho. Disseram que meus adjetivos não foram os melhores, mais condizentes com a realidade. Mesmo eu já tendo deixado claro que não havia adjetivos suficientes para descrevê-lo, disseram que era para eu ter usado uns mais apropriados.
Pois é! Nessa segunda parte é mais interessante, principalmente porque ele fala do cinema hollywoodiano e do "cult". A visão dele é mais do que perfeita. E só podia, né? Já que é uma espécie de herói mítico, ser superior que transcende a humanidade, entidade espiritual, a única pessoa que Chuck Norris obedece,... Acho que agora está mais verossímil.
Pois é! Nessa segunda parte é mais interessante, principalmente porque ele fala do cinema hollywoodiano e do "cult". A visão dele é mais do que perfeita. E só podia, né? Já que é uma espécie de herói mítico, ser superior que transcende a humanidade, entidade espiritual, a única pessoa que Chuck Norris obedece,... Acho que agora está mais verossímil.
Allysson - Depois de uma pesquisa, percebi que você não tem graduação e nem especialização em cinema ou televisão, o que o fez se enveredar por essas áreas?
Mousinho - Gosto muito de cinema desde os dez anos, aos dezesseis fui cineclubista, aos 22 pensei em fazer mestrado em cinema, freqüentei durante muito tempo o cinema de arte do Tambaú, e por uns 15 anos o cinema Bangüê, onde participei de um projeto de revitalização, participei da ABD-PB (Associação Brasileira de Documentaristas), entre outras coisas. Na época da minha graduação, eu andava com muita gente que tinha ligação com cinema. Mas minha paixão por pesquisa em Letras terminou me levando para lá. Aliás, meu interesse por pesquisa e pela vida acadêmica começou quando me formei em Comunicação e cursei a graduação em Letras, me integrando logo a um grupo de pesquisa. Antes eu era jornalista, desde os 18 anos, tinha dúvidas se gostaria de continuar, mas não pensava em carreira universitária. Em seguida, fiquei bons 11 anos totalmente ligado à pesquisa em Letras: 1 ano de iniciação científica; 3 no mestrado, 3 com uma bolsa individual de pesquisa/ensino do CNPq, 4 no doutorado, como bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP. Não pretendia ensinar em Comunicação; hoje, não trocaria por outra área, pelo menos na graduação. Mas nem cogitava isso. Estou há seis anos e meio no Decomtur, antes só tinha um ano e meio de ensino, menos que isso. Então, se são cerca de sete anos e meio de experiência em ensino (o que para minha idade, 42, é pouco), diria que só voltei a ser pesquisador de três anos e meio para cá. Antes, no começo da carreira de professor, era só carregando pedra. Por um lado na administração no ensino privado, ou aprendendo a dar aulas na UEPB e, sobretudo, aqui no DECOMTUR, mudando muito de um conteúdo para outro, numa época em que havia uma quantidade enorme de professores efetivos afastados. Não me formei em nível de graduação, nem mestrado, nem doutorado imaginando que ensinaria em Comunicação e estava distante da prática profissional, os sete anos nos quais exerci, sobretudo como repórter e redator. Então, foram mais de quatro anos feito um louco lendo muito para não dar vexame em sala de aula – e tenho consciência que dei vexame em várias situações, sobretudo no começo. Então, eu que tinha me super-especializado em pesquisa acadêmica em literatura, fiquei meio perdido nesse meio-tempo, sem saber exatamente para onde ia. Aí apareceu o Congresso da Sociedade Brasileira de Cinema em Recife, em finais de 2004, e, pouco depois, o convite para eu participar do Programa de pós-graduação em Letras. Como eu já tinha uma boa formação em estudo de ficção e como eu gosto muito de cinema, fiz a ponte e estou felicíssimo nisso, mas preciso avançar muito e muito na área de audiovisual. Mas, vendo a produção na área, estando já no quarto encontro do Socine, sinto que não dou vexame não, que tenho conseguido um padrão razoável, mas com muitas necessidades e ambições ainda em termos de avanço.
Allysson - Suas especializações em letras o ajudaram a fazer uma relação do cinema e televisão com as obras literárias? Há quanto tempo você trabalha com essa relação?
Mousinho - Sim, tive uma boa formação teórica em Letras, sobretudo, na UFPB e também na UNICAMP. A narratologia e mesmo as teorias da literatura me ajudam demais a aprofundar o estudo da ficção audiovisual. Várias categorias teóricas são comuns aos dois campos e em Letras, na área de literatura, a gente faz um percurso muito aprofundado, seja em análise do discurso ficcional, seja em análise e interpretação do texto poético. Com cinema e TV, trabalho há cerca de 4 anos.
Allysson - Já vi algumas apresentações e trabalhos que você orientou e apresentou. Eles sempre estão ligados a obras mais comerciais e populares (como Cena aberta, A grande família e Lisbela e o prisioneiro). Você acha que há uma glorificação de muitos professores por obras consideradas "cult"?
Mousinho - Primeiro é preciso eu confessar que passei aquele tempo todo em pesquisa em Letras muito apegado ao cânone, às altas literaturas do Brasil e do mundo, negligenciando os contemporâneos. Então, na verdade, essa busca de objetos menos consagrados é uma necessidade de me atualizar um pouco no contemporâneo, pensando também numa aproximação com o campo da comunicação. Ora, no tempo da literatura, meus enfrentamentos quase todos eram com obras extremamente sofisticadas no plano discurso, da desconstrução, dos discursos estabelecidos - sejam poéticos, sejam ficcionais. Mas acho que a gente perde perspectiva se não amplia o campo, nem só de grande arte se faz a arte, sua produção, sua recepção. Por outro lado, meu gosto pelo cinema e minha verdadeira fixação pela música popular do Brasil quebraram um pouco esse meu lado meio exclusivamente exigente. Tenho sim me fascinado por produtos que aliam sofisticação de linguagem com grande comunicabilidade, como na canção brasileira, como em várias vertentes do cinema narrativo. Chaplin e Hitchcock fizeram essa junção, comunicação em grande escala com extremado aprofundamento estético.
Allysson - Você já disse que não considera o cinema francês ou "cult" mais artístico que os filmes hollywoodianos. Por que você acha que muitos têm essa visão?
Mousinho - Acho que agora está até bem melhor, mas no meu tempo de graduação, as pessoas envolvidas com produção ou reflexão sobre cinema eram muito esnobes ou sectárias em relação a Hollywood ou ao cinema norte-americano. Um esnobismo com pouco ou nenhum embasamento, o que é pior. Nos anos 80, às vezes éramos muito condescendentes com o ruim cinema médio brasileiro, só por ser brasileiro e extremamente desrespeitoso com o grande cinema americano. E elegíamos como gênios, entre brasileiros e estrangeiros, todos os que de maneira mais evidente se afastassem do modo narrativo do cinema hollywoodiano. Ora, na literatura se via, na tradição brasileira, com João Cabral, Drummond, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Clarice Lispector, uma radicalidade de linguagem se construindo em intensa relação com a tradição, com o que veio antes. Aí você vê em autores tão fundantes como Proust, James Joyce, Virgínia Woolf, Katherine Mansfield, Jorge Luís Borges, Fernando Pessoa, entre vários outros, uma radicalidade que não pretendia zerar a língua, mas fazê-la disparar, para dizer o que o ensaísta Roberto Corrêa dos Santos disse de Clarice Lispector. Ora, até Mallarmé. Olhe os versos de Chico César: Meu “cashcoeur mallarmaico/ tudo rejeita e quer”. Olhe Borges: não há uma sílaba/ que não esteja saturada/ de ternuras e temores”. Então sempre me incomodava no ambiente de cinema essa coisa mecânica de eleger a genialidade qualquer bobagem que se afastasse do cinema dominante. Qualquer coisa que nosso complexo de inferioridade e nossa ignorância não explicavam, virava genial; quando mais infeliz o final, quanto mais lento e quanto mais chato, genial. Aí não dá. Cansei de ver gente desesperada na cadeira de cinema, elogiando um filme o qual estava detestando e nem estava entendendo e nem estava tirando proveito do não entender. Dou um exemplo já dos anos 2000. A aliança francesa exibia A chinesa, de Jean-Luc Godard. Sala lotada, público especializado, gente falando “isso é que é cinema, não é cinemazinho norte-americano”, etc. O filme tem lições importantes, sobretudo na inusitada montagem. Mas, a bem da verdade, na metade, o público todo já estava desesperado querendo ir embora. Lá atrás, eu só ria. Teve uma hora que o rolo acabou e todo mundo olhou desesperado para o projecionista. O cara chegou com um rolinho e falou “calma, calma, calma, pessoal, são só mais dez minutinhos!!!” Não é para rir? Nos anos 80, cansado de só ver cinema paraibano no cineclube do qual fazia parte, tive que ouvir um crítico estabelecido me apontar o dedo e dizer que o que achava que era cinema era ET. Pegam as amplas antologias do século, reparem Spielberg e ET por lá e veremos que eu tinha razão (rsrsrsrs). João Batista é que lembra como o cinema foi se firmando num momento de crise da linguagem literária. Mas ele tem uma história própria, foi afetado pelas crise de representação, mas se estabeleceu como narrativo e representacional. Então eu acho que tanto na crítica como na produção, esse cacoete de filme necessariamente lento, necessariamente com final aberto e infeliz, necessariamente anti-narrativo, anti-realista, é uma bobagem. Como postura já vi esse filme velho antes, tanto na produção como na recepção. É a aplicação anacrônica e ao pé da letra da rica noção de desautomatização, do efeito de estranhamento dos formalistas russos e o desconhecimento da noção de dialogismo em Bakhtin. E é achar que o modernismo dos anos 20 vai ser sempre a última palavra, se é moderno é novo, se é novo é moderno, (como diz o crítico Renato Pucci) e não sai nunca disso. Essas agressões ao público e ao cinema dominante já estão automatizadas, são códigos que também perderam a força. Não sou contra arte desconfortável, senão não teria passado dez anos estudando Clarice Lispector. Só que acho uma bobagem infantil esses dogmas que ainda levemente persistem no ambiente de cinema, entre alguns realizadores e alguns espectadores muito especializados, de achar que é só ir contra o cinema mainstream que o problema da criação está resolvido, que os problemas estéticos e políticos estão equacionados. Aí eu acho que fica valendo o provocativo poema-piada de Paulo Leminski: “Podem ficar com a realidade/Esse baixo astral/Em que tudo entra pelo cano//Eu quero viver de verdade/Eu fico com o cinema americano”. No mais, não vamos esquecer nunca a lição da bossa-nova, do tropicalismo, do grupo de Minas, do mangue beat: misturar altas exigências estéticas com alta comunicabilidade. Mas isso sem que também toda criação deva vir nesse sentido, há muita coisa interessante sendo feita com decência, beleza e arrojo para públicos menores, em várias épocas; veja Paulinho da Viola, João Donato, Arrigo Barnabé, Beto Brant, Rogério Sganzerla, Tom Zé. Só não dá para aturar é esse chá das chiques, grupos extremamente auto-referenciados, que, para se apartarem e destacarem da média do público, elegem só um tipo de cinema como representando o artistamente rentável. É uma forma de elitismo. Elitismo da classe média desesperada querendo exercer algum poder. Besteira, somos todos umas empregadinhas, como disse José Celso Martinez Corrêa. A classe média não tem mesmo prestígio, disse Borges – daí é mais tranqüilo, pode se sentir mais livre.
Allysson - Você trabalha tanto com filmes quanto com séries televisivas, qual é o que o instiga mais?
Mousinho - Cinema (rsrsrs).
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Há!!! - parte 01
Bem, eu tive que fazer uma matéria para a disciplina Laboratório de Jornal Impresso. Como a matéria tinha que ser sobre alguma pesquisa apresentada no VIII Conhecimento em Debate, resolvi escolher a do professor mais querido, humano, legal, admirável, amigo... enfim, posso adjetivá-lo o dia todo, mas vamos à postagem.
Claro que estou falando de (Luiz Antonio) Mousinho. Tendo em vista que sempre estamos em contato por e-mail, mandei algumas perguntas para ele responder e, assim, eu utilizar as respostas como fala dele. Entretanto, a entrevista era apenas para colher informação, não era uma entrevista como gênero.
Ou eu não expliquei isso a ele ou ele esqueceu (o mais provável aehueaheauheau). Bem, o motivo não importa, o que vale a pena saber é que ele respondeu as perguntas como se a entrevista fosse para ser divulgada na íntegra, logo, tudo foi respondido enormemente. Já que ele teve trabalho (como ele mesmo fez questão de deixar claro eahueahueahuea) para responder tudo minuciosamente, eu resolvi postar toda a entrevista aqui no blog, mas em duas partes.
Não vou fazer uma descrição de Mousinho aqui, pois não tenho palavras suficientes para descrever esse professor/amigo tão foda (tá ficando muito meloso/gay eahueahueahueaheauhea, mas ele é foda mermo). Mas quem quiser saber um pouco mais sobre ele (pelo menos a parte acadêmica), é só visitar seu currículo lattes.
Claro que estou falando de (Luiz Antonio) Mousinho. Tendo em vista que sempre estamos em contato por e-mail, mandei algumas perguntas para ele responder e, assim, eu utilizar as respostas como fala dele. Entretanto, a entrevista era apenas para colher informação, não era uma entrevista como gênero.
Ou eu não expliquei isso a ele ou ele esqueceu (o mais provável aehueaheauheau). Bem, o motivo não importa, o que vale a pena saber é que ele respondeu as perguntas como se a entrevista fosse para ser divulgada na íntegra, logo, tudo foi respondido enormemente. Já que ele teve trabalho (como ele mesmo fez questão de deixar claro eahueahueahuea) para responder tudo minuciosamente, eu resolvi postar toda a entrevista aqui no blog, mas em duas partes.
Não vou fazer uma descrição de Mousinho aqui, pois não tenho palavras suficientes para descrever esse professor/amigo tão foda (tá ficando muito meloso/gay eahueahueahueaheauhea, mas ele é foda mermo). Mas quem quiser saber um pouco mais sobre ele (pelo menos a parte acadêmica), é só visitar seu currículo lattes.

Allysson - Você tem uma pesquisa vinculada ao PIBIC, na graduação, qual o tema central dela?
Mousinho - Sim, estou começando o quarto ano de vinculação ao PIBIC. O assunto é estudo de ficção, em interface com a série social. Ou seja, o estudo do ficcional, com ênfase para o estético e em suas relações com as questões sociais representadas. O que chamo questões sociais aqui vai desde as representações das relações comunitárias e a violência nas favelas às relações amorosas e familiares nos estratos de classe média. E, claro, de alguma maneira leva em conta o ambiente de produção, circulação, consumo e resposta social dos audiovisuais estudados. Nos primeiros três anos, desenvolvi um projeto chamado Ficção e produção de sentido: dialogismo e interdisciplinaridade. Ao longo dos anos, foram sendo gerados planos de trabalho a partir desse projeto geral. No primeiro ano, o bolsista Arthur Lins estudou o seriado Cidade dos homens. Já no segundo, a bolsista Inara de Amorim Rosas prosseguiu, ampliando perspectivas, o estudo de Cidade dos homens, enquanto Arthur passou a estudar o romance e o filme O invasor, de Marçal Aquino e Beto Brant. Nos três projetos, além do estudo da ficção cinematográfica, demos atenção às relações cinema-literatura. No terceiro ano Inara Rosas prosseguiu estudando as questões das representações da amizade e das relações comunitárias, que vira em Cidade dos homens, só que trazendo esses aspectos para estudar o filme O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburguer. Aspectos da narratologia e de teorias do cinema e da literatura ampararam o processo de análise e interpretação dos textos audiovisuais e literários. No mesmo ano, e até julho passado, tivemos outro plano de trabalho gerado pelo projeto. Trata-se do estudo do filme Pequeno dicionário amoroso, de Sandra Werneck, realizado por Vanessa Queiroga, vendo a questão da representação da perspectiva narrativa, do tempo e da representação das relações amorosas na obra. O estudo cômico também foi ponto forte no projeto de Vanessa, rastreado a partir de estudos clássicos de Henri Bergson, Northrop Frye, Mikahil Bakhtin. O aspecto do cômico agora está sendo visto pela pesquisadora em A grande família, no projeto iniciado mês passado. Ao mesmo tempo, o novo bolsista, Afonso Manoel Barbosa, começa a estudar a paródia e estilização no filme Lisbela e o prisioneiro, de Guel Arraes. Os únicos projetos nos quais determinei o objeto a ser estudado foram os relacionados ao seriado Cidade dos homens. Os outros partiram de um leque amplo de títulos que sugeri aos bolsistas ou deixei que eles apontassem. A única exigência é a inserção no projeto geral. Os planos em desenvolvimento, agora, estão vinculados a um segundo projeto, que desdobra o primeiro e se chama Ficção audiovisual e produção de sentido. Nele, deixo um pouco a literatura de lado. Em compensação, na pós-graduação em Letras desenvolvo um projeto específico sobre relações literatura-ficção-audiovisual. Em ambos os projetos, adoto uma perspectiva fortemente textualista, mas procurando relacionar textos a contextos.
Allysson - As aulas ministradas para a especialização em letras têm algum vínculo com a pesquisa na graduação?
Mousinho - Não, não dou aula na especialização em Letras, dou aula nos cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-graduação em Letras, PPGL, um programa com 34 anos de existência, no qual fui aluno de mestrado na década de 90. Mas sim, o trabalho na pós têm relação com o que faço na graduação, sobretudo com disciplinas como Estética da Imagem do Som e Roteiro I, que ministrei até pouco tempo atrás, e com disciplinas como Crítica Cinematográfica, que ministro atualmente. São disciplinas que lidam com discussões sobre ficção audiovisual – cinema, sobretudo, e também ficção televisiva. Mas, mesmo numa disciplina como Realidade Brasileira, há vínculos, pois lidamos com crítica da cultura e vendo como os vários discursos – o ficcional, o jornalístico, o cinematográfico, o poético, o poético-musical, o cinema documentário, etc – lidam com as representações do real. E a disciplina que ministro agora no mestrado e doutorado se chama Tópicos especiais em cultura – Ficção e produção de sentido.
Allysson - Fiquei sabendo que você tinha um grupo de pesquisa no mestrado, mas que ele está desabilitado, sobre o que se tratava? Você pensa em voltar com as atividades dele?
Mousinho - Não, não é isso. Na verdade, o grupo é com alunos de Comunicação, no PIBIC, e se chama Ficção audiovisual e produção de sentido. O grupo existe há três anos, teve uma primeira etapa com participação dos primeiros bolsistas e voluntários, sobretudo Arthur Lins, Gregório Costa e Maurício Liesen. Ampliou-se bastante num segundo momento, com a participação de Inara Amorim Rosas, Vanessa Queiroga, Ricardo Oliveira, Lorena Luna, Mayara Lobo, Paulo Henrique Souto Maior e Gian Felipe. Faz um ano que as atividades do grupo estão resumidas ao trabalho intenso com os bolsistas e só com eles. Excesso de tarefas me impediu de continuar com os demais, em reuniões de grupo. Depois de seis anos e meio de DECOM e três anos atuando no mestrado e doutorado, só agora tive uma diminuição na carga horária da graduação, por determinação, válida para todos, baixada pela chefia de Pedro Nunes e Joana Belarmino. As três turmas de graduação, mais as de pós, mais a trabalhosa editoria geral da Revista Graphos (da qual me afasto em abril do ano que vem), além da produção científica em área nova, na qual venho produzindo e publicando em livros e periódicos locais e nacionais, me impediram de manter a regularidade das reuniões. Na verdade, ainda não há grupo na pós. Abri duas vagas ano passado, mas os quatro candidatos que concorreram não passaram na seleção. Este ano abri três, vamos ver o que acontece no processo de seleção. Com os mestrandos, a regularidade das atividades, incluindo voluntários, tende a se manter. E agora teremos lugar para nos reunirmos, com o prédio recém-concluído, pois antes saíamos procurando salas em outros centros ou nas praças da UFPB. Minhas disciplinas no PPGL também são cursadas por doutorandos, mas só poderei abrir vagas para orientandos de doutorado depois que dois orientandos meus de mestrado defenderem suas dissertações.
to be continued...
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Yeah!
Agora eu estou no Blogblogs, que é o maior site de pesquisa da blogosfera brasileira. Quem quiser saber mais: BlogBlogs.Com.Br
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
VIII Desorganização em combate
Pois é! Apesar de o VIII Conhecimento em debate ter começado desde segunda, só tive tempo de fazer uma postagem hoje. E é até bom eu postar apenas depois do início, pois daí eu posso contar o quão desorganizado está sendo o evento.
Caralho! Está sendo foda. Começou com as ausências de pastas e credenciais. Porra, véi! É difícil fazer uma estimativa, tendo a grande maioria feita a inscrição antes? Pois é! Tudo bem só o credenciamento, mas vamos à abertura. LOTADO!!! Eu e milhões de pessoas acabamos perdendo a palestra inicial. Certo, certo! Deu mais gente que o esperado. Mas ainda tinham os monitores... Pois é! Mesmo sem ter assistido à palestra, podíamos assinar, pois nós tínhamos ido e a culpa não era nossa (precisávamos da presença para receber o certificado, no final). Porém, obrigar-nos a ficar lá na frente do auditório batendo papo só para assinar a lista no final, tenha dó!
Ninguém ali era criança, quase todos queriam realmente assistir à palestra, mas querer que ficássemos lá na frente só pra fazer pose. Nem! Era melhor deixar-nos assinar a lista e ir fazer algo de futuro (não que conversar não o seja). Isso foi segunda pela manhã! Voltei à tarde e os monitores não deixavam ninguém entrar nas salas, nem pra ficar no chão, e ainda diziam (MENTINDO) que eram os professores que não permitiam (sei que é mentira, pois o professor que coordenava a mesa-redonda que eu participei não disse isso e minha cunhada e prima não puderam entrar por esse motivo).
Vamos à terça. Eu tinha que apresentar um trabalho às 8 da manhã, a hora que iam começar a distribuir as credenciais, e eu ainda estava sem a minha. Tudo bem! Cheguei às 7:30 e fui pegar meu crachá, tive que ir direto à secretaria. Pelo menos, isso funcionou; eles entregaram minha credencial. Agora, nada podia dar errado, estava credenciado e ia chegar 10 minutos antes do início da sessão de comunicação que eu ia me apresentar.
Todo mundo falava que o coordenador que ia ficar nessa sessão era totalmente pontual e exigente, por isso, fiz de tudo para chegar uns minutos mais cedo, e cheguei. Entretanto, adivinha? Pois é! Ele NÃO FOI (quer dizer, não foi pra sessão, pois, logo quando ela terminou, eu o vi na Universidade ¬¬).
A desorganização ainda não terminou, eu estava pronto para apresentar desde às 7:50, MAS a monitora fez questão de chegar apenas às 8:10 EEEEEE, quando ela chegou, eu perguntei: o coordenador vai chegar de que horas, para a apresentação começar? Ela disse que ele já estava chegando... estou esperando até agora (quer dizer, eu e muita gente, pois fiquei sabendo que muitos coordenadores faltaram e teve até um palestrante que atrasou mmmmuuuuiiiitttoooo, mói de filho da puta esses cabas - com ressalva para os casos extremos).
Para completar, essa querida monitora, quando a outra palestrante chegou (às 8:20, a hora que a sessão dela realmente iria começar), a monitora fala para o povo que está lá que a palestrante chegou e vai começar a apresentar... COMO ASSIM? Eu cheguei 10 minutos antes da hora marcada para minha apresentação iniciar e ainda não tinha apresentado e, quando teoricamente a minha devia ter terminado, ela coloca a outra palestrante (que não tinha culpa nenhuma, pois estava em sua hora normal).
Mas, felizmente, tudo terminou "bem", pois a palestrante (Natália Xavier) era mó figura e disse que eu podia apresentar antes, porém, como ela já tinha distribuído o esquema da apresentação para o povo, achei mais coerente ela apresentar primeiro. Daí ela apresentou seu trabalho normalmente e eu comecei apresentar o meu... Só que nem tudo são flores, a outra palestrante (Marina Magalhães) tinha acabado de chegar e também queria apresentar. Aí, como ela atrasou muito e eu já estava no finalzinho do tempo dela, tive que interromper minha apresentação e ela falou o tempo restante. Acabou que nem eu e nem ela apresentamos o que realmente queríamos.
Apesar dos contratempos, foi tudo muito legal. Tinha um mói de gente e o melhor é que todo mundo estava lá realmente a fim de escutar o que tínhamos para falar. Por isso, foi realmente uma pena não ter dado tempo para apresentarmos tudo. Quem quiser conferir o artigo em que eu ia basear minha apresentação, é só olhar lá no site do Desorganização em combate, digo, Conhecimento em debate.
Sim, a outra apresentação que fiz, da mesa-redonda, foi mais tranqüila e organizada, apesar do calor e a sala não comportar todo mundo. PORÉM, a idéia de impedir o povo de entrar continuou e a política de mentira também. Minha prima chegou na hora e não conseguiu entrar, só porque as cadeiras estavam cheias (mas o chão estava lá disponível). Já para minha namorada (Mônica) conseguir entrar, minha amiga (Thaís) teve que ceder o lugar.
Ainda bem que os monitores entenderam que quem quer ficar no chão tem um bom motivo, acha o assunto importante e interessante, por exemplo, e não apenas quer uma porra de presença; e outra, isso não ocorre nem em palestras com expositores altamente conhecidos e consagrados. Na mesa-redonda que eu fui hoje, estava tudo bbbbbbeeeemmm melhor, pois os monitores deixaram o chão servir de assento àqueles que realmente queriam ver a apresentação (mas a sala parecia mais quente do que nunca).
Para quem quiser ver uma apresentação que provavelmente será a mais fodástica de todas, tem que ir hoje à noite, às 19h, no Audiotório 412 do CCHLA, pois terá Arturo Gouveia realizando uma palestra com o título de 100 Machados: a crítica desce aos infernos.
Caralho! Está sendo foda. Começou com as ausências de pastas e credenciais. Porra, véi! É difícil fazer uma estimativa, tendo a grande maioria feita a inscrição antes? Pois é! Tudo bem só o credenciamento, mas vamos à abertura. LOTADO!!! Eu e milhões de pessoas acabamos perdendo a palestra inicial. Certo, certo! Deu mais gente que o esperado. Mas ainda tinham os monitores... Pois é! Mesmo sem ter assistido à palestra, podíamos assinar, pois nós tínhamos ido e a culpa não era nossa (precisávamos da presença para receber o certificado, no final). Porém, obrigar-nos a ficar lá na frente do auditório batendo papo só para assinar a lista no final, tenha dó!
Ninguém ali era criança, quase todos queriam realmente assistir à palestra, mas querer que ficássemos lá na frente só pra fazer pose. Nem! Era melhor deixar-nos assinar a lista e ir fazer algo de futuro (não que conversar não o seja). Isso foi segunda pela manhã! Voltei à tarde e os monitores não deixavam ninguém entrar nas salas, nem pra ficar no chão, e ainda diziam (MENTINDO) que eram os professores que não permitiam (sei que é mentira, pois o professor que coordenava a mesa-redonda que eu participei não disse isso e minha cunhada e prima não puderam entrar por esse motivo).
Vamos à terça. Eu tinha que apresentar um trabalho às 8 da manhã, a hora que iam começar a distribuir as credenciais, e eu ainda estava sem a minha. Tudo bem! Cheguei às 7:30 e fui pegar meu crachá, tive que ir direto à secretaria. Pelo menos, isso funcionou; eles entregaram minha credencial. Agora, nada podia dar errado, estava credenciado e ia chegar 10 minutos antes do início da sessão de comunicação que eu ia me apresentar.
Todo mundo falava que o coordenador que ia ficar nessa sessão era totalmente pontual e exigente, por isso, fiz de tudo para chegar uns minutos mais cedo, e cheguei. Entretanto, adivinha? Pois é! Ele NÃO FOI (quer dizer, não foi pra sessão, pois, logo quando ela terminou, eu o vi na Universidade ¬¬).
A desorganização ainda não terminou, eu estava pronto para apresentar desde às 7:50, MAS a monitora fez questão de chegar apenas às 8:10 EEEEEE, quando ela chegou, eu perguntei: o coordenador vai chegar de que horas, para a apresentação começar? Ela disse que ele já estava chegando... estou esperando até agora (quer dizer, eu e muita gente, pois fiquei sabendo que muitos coordenadores faltaram e teve até um palestrante que atrasou mmmmuuuuiiiitttoooo, mói de filho da puta esses cabas - com ressalva para os casos extremos).
Para completar, essa querida monitora, quando a outra palestrante chegou (às 8:20, a hora que a sessão dela realmente iria começar), a monitora fala para o povo que está lá que a palestrante chegou e vai começar a apresentar... COMO ASSIM? Eu cheguei 10 minutos antes da hora marcada para minha apresentação iniciar e ainda não tinha apresentado e, quando teoricamente a minha devia ter terminado, ela coloca a outra palestrante (que não tinha culpa nenhuma, pois estava em sua hora normal).
Mas, felizmente, tudo terminou "bem", pois a palestrante (Natália Xavier) era mó figura e disse que eu podia apresentar antes, porém, como ela já tinha distribuído o esquema da apresentação para o povo, achei mais coerente ela apresentar primeiro. Daí ela apresentou seu trabalho normalmente e eu comecei apresentar o meu... Só que nem tudo são flores, a outra palestrante (Marina Magalhães) tinha acabado de chegar e também queria apresentar. Aí, como ela atrasou muito e eu já estava no finalzinho do tempo dela, tive que interromper minha apresentação e ela falou o tempo restante. Acabou que nem eu e nem ela apresentamos o que realmente queríamos.
Apesar dos contratempos, foi tudo muito legal. Tinha um mói de gente e o melhor é que todo mundo estava lá realmente a fim de escutar o que tínhamos para falar. Por isso, foi realmente uma pena não ter dado tempo para apresentarmos tudo. Quem quiser conferir o artigo em que eu ia basear minha apresentação, é só olhar lá no site do Desorganização em combate, digo, Conhecimento em debate.
Sim, a outra apresentação que fiz, da mesa-redonda, foi mais tranqüila e organizada, apesar do calor e a sala não comportar todo mundo. PORÉM, a idéia de impedir o povo de entrar continuou e a política de mentira também. Minha prima chegou na hora e não conseguiu entrar, só porque as cadeiras estavam cheias (mas o chão estava lá disponível). Já para minha namorada (Mônica) conseguir entrar, minha amiga (Thaís) teve que ceder o lugar.
Ainda bem que os monitores entenderam que quem quer ficar no chão tem um bom motivo, acha o assunto importante e interessante, por exemplo, e não apenas quer uma porra de presença; e outra, isso não ocorre nem em palestras com expositores altamente conhecidos e consagrados. Na mesa-redonda que eu fui hoje, estava tudo bbbbbbeeeemmm melhor, pois os monitores deixaram o chão servir de assento àqueles que realmente queriam ver a apresentação (mas a sala parecia mais quente do que nunca).
Para quem quiser ver uma apresentação que provavelmente será a mais fodástica de todas, tem que ir hoje à noite, às 19h, no Audiotório 412 do CCHLA, pois terá Arturo Gouveia realizando uma palestra com o título de 100 Machados: a crítica desce aos infernos.
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