sábado, 19 de dezembro de 2009

Eu tenho medo de filme de terror!

Porra, caralho! @parabrisa e @thikos costumam dizer que não tenho medo de filme terror. É bem verdade que não sou muito de ficar com medo, mas acabei de assistir a Atividade Paranormal, que não mexeu comigo normal. Sério mesmo! Chegou uma hora que pedia para o filme acabar - e não porque ele é ruim. Pensar que tudo aquilo foi real, que foi gravação deles mesmo... sei lá! Não quero ver de novo, pelo menos, até ano que vem. A não ser que seja com minha cunhada, que vai chorar, com certeza.

PORÉM! TUDO MUDOU. Até cinco minutos depois do final do filme (e dois do início desta postagem - afinal, tenho que pesquisar antes de postar, né?), não sabia que a história é fictícia. Fui pesquisar, pois já estava pensando (que nem Monk): acabou, a vida não tem mais sentido. Existe isso tudo e não podemos fazer nada.

Quando pensava que tudo era de verdade, que tudo aquilo tinha acontecido tal como está no filme, confesso, fiquei com medo, não pouco medo. E aqui cumpre ressaltar a diferença entre medo e susto. Sempre falo para @parabrisa que filmes de terror têm de nos deixar com medo, susto fica para suspense e outros gêneros. Sério, assisti a A Bruxa de Blair, mas não tive medo. Susto, por sua vez, tenho em qualquer gênero de filme, basta colocar algo inesperado na tela, porém não é todo diretor que sabe fazer isso. Abismo do Medo, por exemplo, é um ótimo filme para se ter susto e sentir tensão, apesar da história aparentemente tosca.


Se acham Rec, Olhos Famintos, O Chamado filmes de terror "divertidos" - filmes que nos dão meramente sustos, ao invés de nos deixar com medo de verdade, com medo até de andar pela casa toda escura, de ir ao banheiro ou beber água -, vejam Atividade Paranormal. Além de nos fazer escutar barulhos (quando estamos com medo tudo que é esquisito se faz ausentemente presente), faz repensar em tudo... desde a nossa incerteza quanto a nossa criação até a incerteza do fim e do além-vida.

Enquanto eu acreditava que era tudo verdade, sugeriria o que tem no site do cinema UOL: "desaconselha-se ver esta produção sem companhia". E também no site do filme: "Não assista sozinho". Mas é tudo de mentira, embora seja a mentira mais real que eu tenha visto.

Enfim, embora eu tenha me "decepcionado", fico feliz por saber que tudo ainda é um mistério e que o filme é mais uma ficção. Não sei se só mais um filme de terror... acho que depende do que conhecimento que você tem antes do filme, isto é, se é ou não real - ou mesmo se acredita no que diz no começo do filme, assegurando sua não-ficcionalidade. Se você o assistiu acreditando que era tudo verdade, provavelmente, teve a mesma sensação que eu. Caso já sabia que era tudo ficção, talvez tenha sido apenas mais um.

Só falta eu saber que Enchente - Quem Salvará Nossos Filhos? não é baseado em fatos reais, aí meu mundo cai.


P.s.: Quero que tome no cu o filho da puta que teve a idéia de fingir que aquilo tudo era real. A incerteza da existência de espíritos, demônios, etc., às vezes, é legal. O desconhecido não é de todo o mal.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Já ficou feliz com um acidente de trânsito?

Sempre converso com @parabrisa sobre o trânsito em João Pessoa. Se a quantidade de carro está aumentando, percebemos o mesmo fenômeno com os motoristas ruins. Nosso pensamento converge... e não é de pessoas legais. Tipo, só queremos ter muito dinheiro, mas muito mesmo, para poder jogar o carro para cima dos motoristas que estão fazendo barbeiragem.

Tá ligado aquele povo que faz tudo errado no trânsito? Pois é! O negócio é ter dinheiro e colocar pára-choques e pára-lamas resistentes, para atirar o carro no povo que comete barbeiragem e depois deixá-los no prejuízo. Isso não aconteceu hoje, mas, confesso, como ninguém se feriu gravemente, fiquei até feliz pelo acidente que acabei de ver, pois pode servir como castigo.

Como diria Monk, aconteceu o seguinte: enquanto eu voltava da (não) aula de Comunicação Comunitária agora há pouco, duas motos colidiram bem na minha frente, uns 3 metros de distância só. Lógico! ninguém fica feliz com isso. NO ENTANTO, os caras estavam em um espaço reservado para passar APENAS ônibus, pois fica em frente à entrada/saída principal da universidade. Ou seja, os dois pilotos legais já estavam errados. Não contente, o de trás acelerou mais ainda para ultrapassar o outro, que não viu e acabou virando para esquerda... aí fudeu, caíram. Mas só se arranharam um pouco e uma das motos quebrou o freio.

Não acabou... adivinha por que o da frente virou de uma vez sem olhar para o retrovisor? Ele pegou o caminho "ilegal" para poder fazer a curva e cortar caminho nas rampas para deficiente físico que separam as principais. Que legal, né? Que consciência, em?

Sério mesmo! Se eles estivessem mal, eu não teria ficado feliz, mas acho que até foi bom para eles aprenderem. As pessoas ainda não têm consciência que os veículos são perigosos e exigem responsabilidade (o que tem de pirralho aqui dirigindo motos de baixa cilindrada e ainda por cima sem capacete...), atenção e RESPEITO com os pedestres (estes também muitas vezes não respeitam, portanto, é tudo meio cíclico).

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Não gosto do mesmo que você... e daí?

Tá ligado quando você é adolescente (pelo menos eu consegui superar isso depois que "cresci"), conhece uma banda e não quer mostrar a ninguém, não quer dividir seu "conhecimento" musical? Antes o que aconteceu com Stanley Jordan fosse uma dessas coisas...

Jordan é um famoso músico de jazz americano com mais de 25 anos de carreira, apesar disso, eu não o conhecia (não sou um grande conhecedor de jazz mesmo). Ainda assim, achei curioso o que aconteceu em seu show (como foi noticiado hoje, a apresentação deve ter sido ontem).

O músico foi a principal atração do Quebrada Cultural, um evento de São Paulo que tem o objetivo de levar atrações culturais de graça para a população de periferia. O que aconteceu, apesar da importância do evento e do convidado, foi um esvaziamento no show, com apenas 17 pessoas esperando o jazzista.

Parece que rolou pouca divulgação e desinteresse da população, já que as bandas que fazem mais sucesso são as de pagode e rap. Sei lá! Não sei como são as coisas em São Paulo, mas se tivesse uma apresentação desse tipo aqui em João Pessoa, podia ser onde fosse, acho que dava gente de tudo que era lugar (pelo mais do que 17 pessoas). Ter opções (alternativas) para sair aqui é difícil, ainda mais de graça.

Pode ser que em São Paulo, como tudo é longe e a periferia (provavelmente) mais tensa, a galera pense duas vezes antes de ir a um evento desses. Mas se é voltado especificamente para a periferia, por que trouxeram um estrangeiro que ninguém da comunidade conhece? Jazz e favela? Aqui são duas coisas bem diferentes.

Não estou dizendo que tem de levar Calipso (embora seja cultura também, né?). Só sei que não adianta tentar impor produtos culturais que os moradores não estão acostumados e não curtem (alguns até por não conhecerem mesmo). Têm, sim, de trazer algo próximo a eles ou pelo menos que os instiguem, junto a uma divulgação maçante, se a intenção for entretê-los.

Mas há também o problema de trazer outras visões e alternativas, né? Tipo, mostrar à população que há outras opções, outras formas culturais. Sei não. Só sei que isso de tentar impor o que gostamos (ou mesmo o que uma maioria considera de qualidade) é foda. Afinal, por que todos têm de gostar de Chico Buarque e Nação Zumbi?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Pai. Morrer. Aids.

Não, meu pai não está morrendo de Aids. Estas são as retrancas (palavras que servem para identificar o texto) desta postagem.

Hoje é 1º de dezembro e meu pai completa 47 anos, enquanto isso eu morro e o mundo pára com o dia mundial de luta contra Aids.

Parabéns ao careca que nos levou para jantar fora, ontem. Espero que ele viva ainda muito e tenha mais juízo (quem é o pai, né?).

Mas que saber por que estou morrendo? POLUIÇÃO DE SÃO PAULO. Eu estava até bem, embora no primeiro dia lá eu tenha começado a dar margem para uma doença (já @laiza começou a morrer desde o primeiro dia mesmo e voltou para Jampa mal, super mal). Acho que a merda da poluição ficou incubada até antes de ontem, pois não tem condição um catarro tão velho aparecer do dia para a noite. Além disso, doem a garganta, a cabeça e o corpo todo.

Como estou só deitado, sem entrar na internet e sem estudar (dessa vez não é procrastinação), o que resta? Assistir a TV, salientando que aqui em casa não é a cabo - chega bate um desespero.

Eu estava assistindo a MTV, daí vi as propagandas do dia contra a Aids. Penélope, em uma delas, falou que ia descobrir "COMO os jovens estão se protegendo". Obviamente, sei que existem outros modos de pegar o vírus que não os sexuais. Mas fiquei pensando... se levarmos para o lado sexual, a pergunta é meio estranha.

Só consigo ver duas maneiras para não se pegar Aids, sexualmente falando. A primeira é usando camisinha, claro. A segunda... só não fazendo sexo mesmo, pois, pelo menos que eu saiba, não há outra maneira de evitar a doença que não com preservativos. Aí cada um escolhe qual deles vai preferir, a não ser que não queira nenhum dos dois e prefira viver perigosamente (e depois, provavelmente, morbidamente).

Cumpre ressaltar, porém, que outra finalidade têm os inúmeros métodos contraceptivos, que evitam um outro mal, às vezes, muito maior, já que envolvem outras vidas...