segunda-feira, 8 de março de 2010

"Oi! Como vai você?"*

Hoje começou a rotina universitária. Quer saber como estou? Apesar de tudo, feliz. É verdade: as férias acabaram, mas gosto dessa vida de estudante - espírito que espero nunca perder. Não quero ser um professor véi que não pesquisa e não produz, ao contrário, quero ficar que nem vinho: melhor com a velhice. Usar a experiência ao meu favor.

Estou bastante instigado para este período, pois vou terminar meu segundo ano no Pibic e fazer minha monografia. Empolgação mais do que dobrada em ambas as pesquisas. Sério mesmo, gosto dessa vida acadêmica. Ler, interpretar, analisar, publicar e discutir. Rotina chata? Para alguns, sim, mas não para mim (e outros tantos por aí).

Como as aulas retornaram, voltarei com as atividades neste blog a partir de... HOJE! Para a felicidade de... Na verdade, não consigo pensar em ninguém. Contudo, também acho que alguém ficará infeliz, já que, se não gosta do blog, é só não ler. Concorda? Se concordou, pensou besteira, pois papel de namorada (no singular porque sou monogâmico), amigos, familiares é exatamente este: ler, comentar, interceder, mesmo não se interessando. No meu caso, geralmente só a minha namorada faz isso.

Por falar nela, um viva para ela por demonstrar tanto amor por mim. Depois de eu insistir muito para ela fazer twitter, de justificar que a ferramenta é melhor para mantermos contato, enquanto estamos em viagem, depois disso tudo, ela não fez ¬¬. Porém, basta começar um novo período (na universidade) e ela querer iniciar um novo ciclo (não menstrual), para dizer: "Tomei uma decisão. Vou fazer meu twitter. Antes eu achava meio chato, agora vejo que não é".

Claro! Falarmos em época de viagem não é importante, mas acordar com desejo sim (vai entender mulher). Deve ser por isso que gosto tanto dela. Personalidade, embora tenha algumas falhas no caráter (brincadeira, viu? Não precisa bater em mim por isso).

Enfim, este post (não devia ser esta, já que "post" é diminutivo de postagem? Ainda assim, prefiro o pronome [demonstrativo?] no masculino) foi mais para ir escrevendo baboseira, o que minha surgia na mente. Acho que farei isso mais vezes, é bom para exorcizar os demônios (hã?). Até porque ir mais à universidade e à rua, por exemplo, torna tudo mais fácil. Tem lugar mais inspirador que o cotidiano? Quem pega ônibus, entende bem disso. Insights surgem na mente com muito mais freqüência. Além de que poderei conversar com pessoas como @erikabruna, @parabrisa (o viado não foi hoje porque está com a bunda frouxa; por que será?), @thikos,... vou parar por aqui, caso contrário farei uma lista grande e mesmo assim esquecerei alguém.



* Não sabe o motivo do título? Então não sei por que está lendo este blog e nem como chegou a ele. Foi mal! Isso é a áurea de @pecesiqueira rondando no ciberespaço. Veja o canal dele no youtube, o maspoxavida.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

UFPB entra na era da discriminação

A UFPB, até então, não tinha implementado o sistema de cotas, o que muito me orgulhava. Contudo, sai a notícia que isso vai acabar em 2011. As cotas vão começar, mas quem vai se beneficiar? Negro, índio, pardo (?)... e quem estudou em escolas públicas (isso sim é temporariamente eficiente).

Qual a desculpa para negros, índios e pardos estarem incluídos nas cotas? Se a desculpa é de que a educação pública é muito diferente (em termos de qualidade) da particular, então por que não fazer cota apenas para quem estudou em escola pública? Quer dizer, só porque uma boa parcela de negros e índios (não tenho dados, é suposição) não tem dinheiro para se inserirem em escolas privadas, apenas eles têm direito a ingressar em universidades por métodos mais fáceis (sim, são mais fáceis mesmo; todos sabem que as médias são mais baixas)? E onde ficam os brancos (orientais, latinos, etc.) pobres?

Pense num branco pobre que estudou a vida toda em escola pública, tem os pais separados, vários irmãos - muitos envolvidos com drogas -, vivendo num bairro violento e numa casa sem condições de higiene (salientando a falta de espaço para toda a família). Pensou? Pois é! Para mim, esse branco seria muito mais negro ou indígena, por exemplo, (no sentido de merecer entrar na cota) do que um desses que viva num apartamento de um bairro de classe média alta, tenha estudado em escolas caras, possua pai e mãe atenciosos que lhe dão tudo (desde coisas imateriais até materiais).

Sei que no Brasil existe preconceito e que negros e índios sofreram muito ao longo dos séculos; mas e as mulheres? E os gays? Temos que repensar esses motivos ou então chegará uma época em que quem for homem, hétero e classe média quase não terá oportunidade; não defendo que esses mereçam mais, porém também não têm de ser deixados de lado.

Não acredito que o preconceito com negro ou índio se dê a tal ponto que faça um jovem não conseguir se concentrar nos estudos, sobretudo com todos benefícios supracitados. Provavelmente, as cotas apenas contribuam para o preconceito, tendo em vista que o déficit se focalizará na cor, raça ou etnia - como queira -, ao invés de salientar a carência do sistema educativo público.

Além do mais - abrangendo a discussão -, não adianta a universidade inserir quem não tem dinheiro em cursos caros, sem ter o devido acompanhamento. Começamos um processo de inclusão pela contramão, de um jeito preconceituoso e enfatizando ainda mais o imediato. A medida já é imediata por excelência, pois visa suprir uma carência urgente. Porém, adquire ainda mais essa característica, quando não pensa em como manter os futuros universitários em cursos como os de saúde, que requerem um alta quantidade de dinheiro para concluir.

Seria algo do tipo: vamos colocá-los lá dentro, mas eles que se desdobrem para se manter. Enquanto isso, os representantes dos grupos minoritários - maltratados e discriminados durante anos - vibram com atitudes que colaborarão apenas para a manutenção do preconceito, não para sua finalização.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O melhor do mundo está na Paraíba?

Ontem foi o último dia da Feira dos Estados e Nações. Quem foi, com certeza, se decepcionou. Víamos apenas novidades e estandes em escassez, além de objetos com preços absurdamente altos. No meio de tanta perda de tempo, uma multidão se aglomerava.

Um pequeno estilete, um pouco de água, muita argila e um talento imensurável. Era apenas o que se observava. O escultor paraibano Zaia não precisou de objetos de outros lugares nem de nenhum chamariz para, em pouco tempo, todos pararem boquiabertos diante de tamanha beleza - não a dele, mas a de sua obra. Seu trabalho criava um alvoroço em todos que passavam. Impossível não parar para admirar, pelo menos até ver ele terminar um e começar outro.

Com peças custando 100 reais, o escultor fazia, em aproximadamente 25 minutos, um busto de quem se dispusesse a pagar. Se acha caro, é porque nunca viu a obra do mestre Zaia - como é conhecido. A fila ficava cada vez maior e não vi ao menos uma pessoa (nos 40 minutos que fiquei observando) se queixar do preço ou pedir um desconto. Queria eu ter o dinheiro para também entrar na fila.

Quem quiser saber mais sobre o mestre Zaia, é só acessar seu site, que traz a biografia do escultor em texto, fotos e vídeos. Nessas duas últimas seções, podemos ver os bustos que fez para famosos, bem como outras grandes obras do artista - "grande" no sentido de extensão. Aproveito para disponibilizar a entrevista que Zaia concedeu a Jô Soares, dividido em duas partes: parte 1 e parte 2.

Pessoas como o mestre Zaia são exemplos de que não devemos supervalorizar a cultura estrangeira em detrimento da nossa. Cada espaço tem seus pontos fortes e característicos, um não é melhor ou pior que o outro, apenas diferente - o título da postagem é só um chamariz, pois não acredito que minha cultura seja superior a sua, sendo o inverso também verdade. Contudo, tenho que confessar, fiquei feliz porque, em uma Feira dos Estados e Nações, o que mais chamou atenção foi um paraibano, nascido no interior do estado: Pilar.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

10 reais e uma Coca-cola de brinde!

Ainda estou pensando sobre o que aconteceu comigo e com Mônica ontem.

Enquanto esperávamos ônibus em uma parada super esquisita do Manaíra – onde só havia eu e Mônica –, aparece na esquina um homem muito suspeito. Assim que o vi, disse para Mônica que o ambiente estava ficando tenso... dito e feito.

O cara pára na minha frente e estende a mão. Dou uma de desentendido balançando a cabeça e indago: E aí?

Ele começa a falar: Tá vendo minha mão? (deu vontade de dizer: claro que estou, não sou cego) Tá cheia de calo... Aí ele me obriga a ver o pé dele: Tá vendo minhas unhas também? (¬¬) Tou todo machucado e cheio de calo. Eu trabalhava carregando verdura e agora tou desempregado.

(silêncio tenso por um momento)

Ele: Me dá dinheiro! (fazendo gesto para eu e Mônica mostramos a carteira).

Fizemos o que ele mandou. Mônica só tinha cinco centavos. Eu abri a minha carteira, tinha duas notas de 20 e uma de 50 (para quem não sabe somar, 90 reais). Juntei as notas no dedo e mostrei apenas a de 20. Como não queria dar nada para o infeliz, tentei postergar (palavra que aprendi em De Volta para o Futuro 3) com cara de pena: Pô, cara! Só tenho 20 reais e é para pagar uma conta. Sério mesmo! Eu até daria, mas preciso muito pagar essa conta (até ali fingíamos que ele era um simples pedinte).

Ele pára por um momento, fica me olhando e diz: Então vamos trocar o dinheiro!

Assim, eu disse a única coisa que me parecia sensata no momento: Tá certo! Bora. Mas por aqui não tem lugar para trocar (estava tudo fechado).

Foi então que ele apontou para um lugar mais esquisito. Resistindo, eu sugeri: Não! Vamos mais para cima, que tem uma farmácia e uma parada que também passa meu ônibus.

Beleza! Acordo feito.

Fomos à farmácia. No caminho, desenvolvemos um bom papo. O cara me explicou que mora em um bairro pesado: Mandacaru. Aí engatei: Você deve conhecer uns familiares meus. Eles moram por lá também (na verdade, não é em mandaca, mas perto).

Revelei os nomes de um primo barra pesada e de um tio mais nó cego ainda. Ele disse que os conhecia, embora eu ache que ele estivesse mentindo. Ele confessou que morava perto da linha do trem. Aproveitei o ensejo para revelar mais um amigo que mora perto de lá, conhecido pelo apelido de uma droga “light”. Mais uma vezes, ele diz que o conhecia, provavelmente mais uma mentira.

Depois, começou a contar que uns amigos dele vacilaram, pois iam matar dois homens, mas só conseguiram executar um, o outro fugiu ferido. Dei mais uma vez de entendido: Que vacilo, doido! Deixar um vivo é foda porque depois que melhorar vai querer se vingar.

Para minha sorte, ele concordou e estava gostando da conversa. Finalmente, chegamos à farmácia. Ele, obviamente, nos acompanhou até lá dentro, mas garanti que o local não troca dinheiro, que eu teria que comprar algo. Foi daí que fui pegar uma Coca. Neste momento, peguei meus 90, coloquei 70 no bolso e fiquei apenas com 20 – mostrando indiretamente a ele que aquilo era tudo que eu tinha.

Quando peguei a Coca, Mônica, de coração muito bondoso – mentira! Ela pensava que beberíamos –, viu que a latinha estava suja em cima e trocou, afinal, o carinha não podia, depois de levar nosso dinheiro, tomar um refrigerante sujo, podia prejudicá-lo de alguma forma.

Saímos da farmácia (que não tinha segurança, apenas dois balconistas que também estavam sendo intimidados pelo nosso colega) e dei os 10 reais para o amigo de Mandacaru. Ele ficou olhando para a Coca... e adivinha? Pois é! Tive que dá-la também.

Pensei: pelo menos acabou, ele vai para um lado, nós para outro. Ledo engano! Ele estava indo para a mesma parada que nós (quando começou a falar em sua experiência nos morros de Recife e em mais mortes). Depois de apertar minha mão, disse que eu poderia ir à mandaca bater um lero com ele. Eu até iria, pena que me esqueci de perguntar seu nome e de revelar o meu twitter.

No fim, ele atravessou a rua (que daria na parada também) e eu continuei do outro lado com Mônica. Porém, felizmente, ele gritou: Até mais brother! (esqueci de contar: enquanto andávamos, ele parava os carros, mesmo o sinal estando verde. Foi engraçado ver o povo parando sem ao menos buzinar. O que o medo não faz, em?).

Depois que ele foi para longe, Mônica começou a reclamar revoltada: Ele levou a Coca. Levou de brinde! Filho da puta, além de levar os 10 reais, pegou a Coca [parecia que ela estava mais preocupada com a bebida].

É foda ficarmos sem ter o que fazer nessas situações, pensando: que sorte nós tivemos por ele não roubar tudo o que tínhamos ou mesmo fazer algo pior. Na verdade, acho que todo mundo acha isso no início, até passar toda a situação e refletir melhor, ver que não devia agradecer por ficar nas mãos de um cabra desses. Devemos reclamar por ficarmos à mercê do que eles quisessem fazer e não agradecer por ele ter levado pouco e não ter feito "nada demais".

Ahhh! Isso tudo aconteceu depois de eu e Mônica assistirmos a Avatar (sobre o qual só discuto pessoalmente) e comermos no McDonald's. Pelo jeito, o McLanche só nos deixou felizes na hora, sobretudo por ficarmos mais perto de completar a coleção dos bonecos do Chaves (de raiva, finalizo com esse comentário burguês.

p.s.: afinal, isso foi um assalto educado (passivo) ou uma esmola obrigada (ativa)?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A (in)justiça brasileira é cega mesmo, no pior sentido da expressão

Hoje o dia foi muito tenso. Me senti totalmente impotente perante à (IN)justiça do nosso país - que só fode os pobres.

O caso é o seguinte. A Oi me cobrou, INDEVIDAMENTE, o primeiro mês de internet (isso foi em novembro do ano passado). Meu plano me concedia os dois primeiros meses grátis, caso eu não ultrapassasse a franquia. Beleza, a minha é de 5 Gb, como fiz o contrato no dia 14 e a data de corte é 23, eu estava muito tranqüilo, tinha apenas dez dias para gastar 5 gigas. No final do mês, a conta veio e gastei pouco mais de 2 gigas. Mas como nem tudo são flores na vida de Allysson Viana... adivinha? A Oi resolveu me cobrar 70 conto. Tudo bem, acreditava inocentemente que era só ir lá e mostrar-lhes o erro; assim, tudo acabaria do jeito certo.

Chegando à loja, contudo, a vendedora jogou uma conversa que o primeiro mês era proporcional, que eu devia ter feito uma regra de três simples entre o tamanho de minha franquia e quanto eu poderia gastar por dia. Daí eu calculava do dia que fiz o plano até o dia do corte, sabendo quanto eu deveria ter usado. Aí falei que era para ela ter avisado antes, no momento em que fazia o contrato. Mas então ela disse que era óbvio (agora eu sou o burro, e outra, isso de ser óbvio existe? devia estar em contrato, não ser evidente; e também não é tão claro, pois ninguém iria querer pagar a mesma importância e ter uma franquia menor).

Procurando justificativa, ela tentou jogar a conversa que era para eu ter lido o contrato, que tinha tudo lá, blah blah blah... AÍ FALEI: Peraê, li o contrato e no que tenho em casa não diz nada disso, a não ser que você tenha um diferente - ironizei. Aí ela olhou lá no contrato que tinha na loja e... SURPRESA! Isso de a primeira conta ser proporcional só existe na cabeça dela (e no da galera da Oi que me cobrou indevidamente).

Neste momento, perguntei se eu poderia falar com o gerente, para não pagar a conta. Ela disse que ele poderia dividi-la para mim, no entanto, só depois que a conta estivesse atrasada. Ou seja, eu devia atrasá-la, para poder pagar mais (com os juros), e daí eles dividirem; isso tudo porque ELES erraram. Qual é, comadre? Dinheiro eu tinha, mas não é por isso que vou ficar dando 70 conto a todo mundo que me cobra SEM MOTIVO.

Depois disso, me levantei revoltado e falei: OBRIGADO, AGORA VOU AO PROCON. E ela apenas sussurrou: Faça o que sua consciência achar melhor. Foi quando pensei: Quer dizer que agora que estou certo tenho consciência? Antes, eu era um cara burro que não percebia o óbvio e não tinha lido o contrato? Apoi-então-tá, fui ao Procon - e com a consciência mais perfeita e limpa do que nunca. Lá, pediram para eu esperar 20 dias até a Oi entrar em contato - coisa que NUNCA aconteceu. Então, tive que ir ao fórum de pequenas causas. Deu em quê? Audiência para HOJE - 12 de fevereiro de 2010; 3 meses depois do ocorrido.

Cheguei lá às 15:30, minha audiência era dali a 20 minutos (queria assegurar para não perder, né? Afinal, era a minha primeira vez). No entanto, só fui chamado às 16:40; esperei 1 hora e 10 minutos ¬¬. Tudo beleza, finalmente, tudo ia se resolver, eles estavam totalmente errados (pelo menos, foi o que falaram o cara do Fórum e a mulher do Procon).

Entro, em silêncio, na sala, sento na cadeira à frente da juíza (ou sei lá o que ela era) e espero o carinha da Oi. O representante da empresa demora uns 2 minutos e então apareceu - com um sorriso na cara e me desejando boa tarde, que cordialmente retribuí. Sem saber o que fazer, fiquei parado, esperando que perguntassem algo. Quebrando a tensão, a mulher pergunta para o homem da Oi: O que a empresa decidiu? Ele diz: Sem acordo. E continua: O senhor (eu) fez realmente uma assinatura com as duas primeiras faturas de graça, mas ele ultrapassou a franquia.

Quase imediatamente, ambos (representante da Oi e mulher que devia ser a juíza) olham para mim, percebi que era minha vez de falar e, mais gelado do que água no congelador, disparo: Realmente fiz essa assinatura, mas não ultrapassei a franquia. Ela é de 5 gigas e usei apenas 2 e pouco, não chegou nem na metade. Estou com todos os papéis aqui para provar. O carinha da Oi: Mas a empresa me passou dizendo que você ultrapassou. Eu: Estou com todos os papéis aqui, se quiser ver... Silêncio infernal e não se ouve nada até a mulher olhar para o cara da Oi e indagar: E aí, sem acordo? O carinha: Sem acordo! Ela olha para mim: Senhor, já pode ir. A próxima audiência é no dia 12 de julho, às 15:30. Peguei meus papéis, meio desnorteado, sem saber o que fazer, e fui embora.

Saí com muito ódio, vontade de chorar e bater naqueles filhos da puta. Aquela mulher (sei lá se era juíza) deveria defender os direitos do cidadão, não? Eu estou com tudo para provar e ninguém me deu o mínimo de crédito. Será que para conseguir o que é nosso e fazer justiça neste país precisamos ter dinheiro? Dinheiro para pagar um advogado? Diante de tudo, me senti um bosta! Impotente com toda aquela situação, sem entender bulhufas do que estava acontecendo. É foda você se achar um bosta por ver que a palavra de um representante de uma empresa MERDA vale mais do que a sua e do que todas as provas, papéis e comprovantes.

Só sei de uma coisa, não tenho dinheiro para ter um advogado, mas tenho tempo. Semana que vem vou ao centro, onde se consegue aqueles advogados 0800, e vou dar mais um passo para conseguir meu dinheiro de volta. Mas fico imaginando: Quem trabalha dois expedientes e não tem grana, como vai comparecer a tantas audiências (até que a empresa CULPADA tenha a bondade de oferecer um acordo? E se não oferecer? Eu é quem me fodo? Até quando vão me cozinhar?), correr atrás de um advogado 0800, ir ao Procon, ir ao Fórum...??? Esse povo é super ocupado, portanto não vai. E esse é o jogo das grandes empresas: "água mole em pedra dura tanto bate até que fura", no meu caso, a água vai acabar. Eles não vão me vencer pelo cansaço, não vou desistir do que é meu por direito. Eles erraram, vão pagar, mesmo que seja um valor ínfimo (para eles).

Acho que tudo isso serviu pelo menos para uma coisa: não quero me formar para fazer isso, representar uma empresa que não merece respeito e pensa apenas em fuder o cidadão comum, sem dinheiro e trabalhador; principalmente estando errada. Tomara que eu NUNCA precise fazer uma reportagem onde tenha que focalizar a desgraça do indivíduo, a não ser que seja para devolver em dobro para esses filhos da puta que têm dinheiro e se aproveitam de pessoas que não têm que as represente. Hoje me senti assim, mas isso ainda não acabou.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Meu mea culpa... mas e o de Boris?

Como tinha dito na postagem anterior, fica difícil postar nas férias. Sou viciado em internet, vivo conectado, estudo e "trabalho" nela, por isso, em férias, fico longe dela (e quando me conecto, faço coisas que não tenho costume de fazer em "épocas normais").

Falando ainda da postagem anterior, esta agora vai servir como um complemento dela. Sei que amanhã faria um mês que não posto, mas tentarei postar com mais regularidade de novo. É que, mesmo em férias, tenho relatório do PIBIC para fazer e estou meio atrasado com as leituras, devido à minha dedicação exclusiva ao pré-projeto da monografia e às atividades de outras disciplinas.

Ainda bem que hoje terminei o último livro que tinha de ler para fazer o relatório parcial; só estão faltando alguns artigos. Portanto, não sei se poderei voltar a postar em breve com tanta freqüência, já que, depois da leitura, ainda tem a feitura do relatório. Enfim, vou parar de me justificar para mim e para metade da meia dúzia que lê este blog.

Voltando... pouco depois de fazer a postagem sobre o que Boris falou e de me referir à sua época no CCC, recebi email de uma professora sobre uma postagem do blog Cloaca News. O blog reproduz a reportagem que a revista O Cruzeiro fez em 9 de novembro de 1968. O texto é de Pedro Medeiros e as fotos de Manoel Motta. Para ver tudo é só ir lá na postagem do blog.

Bom! Já fiz meu mea culpa quanto à falta de postagem no blog, mas e a de Boris quanto ao preconceito com os garis? Obviamente, ele fez também, pediu desculpa e tudo mais. Mas vai ficar por isso? Procurei no Goolge no que tinha dado. Achei essa matéria no Portal Imprensa:Entidade entra com ação contra Band e Boris Casoy por comentário sobre garis. Só fiz esta postagem porque achei muito foda - no sentido mais pejorativo possível - a atitude de Boris, algo que não podemos esquecer, deixar para lá. Ainda quero saber se os integrantes do CQC, quando voltarem das férias, vão gritar: BÓRIS!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Eu não sou da tua laia não!"

As férias matam meu blog. Não que eu seja o maior blogueiro da Paraíba ou do Geisel - meu bairro -, no máximo, o da rua (já que ninguém tem, acho). Mas é nas férias que a quantidade dos meus textos diminui. É que já passo, fora das férias, 16 horas do dia online (das outras 8, 6 fico dormindo e 2 fazendo necessidades básicas como comer, tomar banho, escovar os dentes, etc.), aí nas férias só ligo o pc e me conecto para jogar, twittar (de vez em quando), olhar email e outras coisas.

Enfim, me desviei um pouco da intenção da postagem, que é falar do que vazou há alguns dias na internet: na edição de 31 de dezembro do Jornal da Band,
Boris Casoy fala mal de garis. Você acredita que o vídeo vazou sem querer? Que alguém não o fez de propósito? Eu acho que não. Sério mesmo, já vimos vídeos de alguns jornalistas que foram parar no youtube, como William Bonner imitando Clodovil, Galvão Bueno perguntando o que a Band estava transmitindo, entre outros erros e brincadeiras.

Contudo, o que aconteceu com Boris Casoy é totalmente diferente. Afinal, quem nunca imitou alguém engraçado (como fez Bonner EM OFF) ou mesmo não se preocupou com o que o concorrente está fazendo (como Galvão)? Isso é normal. Pelo menos, este último não fez como Luciano do Valle, que, quando
trocou o nome de sua emissora (Band) pelo da Globo, tentou justificar o fato falando que a Globo não estava transmitindo, que era importante frizar que a Band etc, etc, etc (todo aquele discurso auto-referencial).

Por falar em Luciano do Valle, ele também não fica de fora. Já protagonizou vergonha aos profissionais. Não que eu discorde de tudo que
ele falou, mas certas coisas não precisam ir para frente da tela, roupa suja se lava em casa, fora das câmeras. Ética (profissional) e respeito ao colega são essenciais (desde que eles não façam barbaridade como Boris). Legal, em contrapartida, foi a resposta de Jorge Kajuru (embora não concorde com tudo).

A carapuça serve para muitos, quando Kajuru diz que jornalistas morrem de medo de "falar na cara", que escondem (calados) a safadeza dos seus colegas profissionais. Infelizmente, vimos isso no CQC, que colocou o vídeo de
Galvão no Top Five falando o nome da Band, mas não colocou quando Luciano do Valle fez o mesmo, trocando o nome da Band pela Globo (Tas apenas citou o ocorrido). E agora? O pessoal do CQC vai continuar gritando "BORIS" e não praticando autocrítica? Colocar Datena no Top Five (na mesma semana em que Luciano falou besteira) é fácil, pois o que ele fala e faz de besteira (embora concorde com algumas coisas)...

Voltando aos vídeos... Quem colocou o vídeo de Bonner (ou dos outros erros e brincadeiras dos jornalistas) o fez, possivelmente, porque achou engraçado ou queria mostrar o que os seres intocáveis fazem por trás da câmera. Talvez humanizá-los mais, sei lá! Porém, tenho quase certeza que o sentimento foi diferente daquele que disponibilizou o de Boris. Acho que foi a repugnância que fez a pessoa colocá-lo na internet, provavelmente, por não poder fazer nada mais a respeito, a não ser divulgar para todos verem o ser correto que se coloca em frente às câmeras. Afinal, quanto mais preconceito idiota nossos jornalistas têm, sobretudo em relação às pessoas que devem representar e defender o interesse? Quantos mais participaram do
Comando de Caça aos Comunistas?



* letra da única música do Charlie Brown Jr. que presta -
Zóio de Lula.