Um idiota (ele mesmo usa essa palavra em seu texto, portanto, sinto-me no direito de tomá-la emprestada) sugere proibir que as pessoas comam (pipoca), bebam e vão ao banheiro durante um filme no cinema. Queria compartilhar isso no blog, pois vi colegas concordando essa idéia.
Só salientando, esse tipo de pensamento vem sendo apoiado por um pessoal do mesmo nicho, os apreciadores da verdadeira (acho que eles gostariam de dizer, na verdade, superior, mas para evitarem confusão, preferem outras palavras) arte, conhecedores do que a cultura proporciona de melhor, amantes do cinema (como autor do texto mesmo diz, quem ama cinema, não come, bebe ou vai ao banheiro, aliás, nunca chega atrasado ou tem problemas fisiológicos).
Deve ser por isso que nunca gostei do povo (metido a) cult. E não curto mesmo. No fundo, eles sempre acham que tudo que apreciam é superior. Afinal, entendem a verdadeira mensagem veiculada, compreendem, por exemplo, que aquela décima onda na praia de Lost (nada contra quem gosta, mas loucura desse tipo é demais) existe porque está relacionada à redenção de algum personagem, ou algo assim.
Pelo menos, não vi ninguém concordando quando o absurdo texto (Violência na Turma da Mônica) de Dioclécio Luz foi publicado no Observatório da Imprensa. Ao contrário, tive o prazer de ler a (irônica) postagem A violência em Pica-pau, no blog Gravatai Merengue. Quando digo absurdo, não é para negar o fato de que existe violência nos desenhos animados ou mesmo exemplos ruins, mas explicitar a não compreensão de um espaço lúdico e fantasioso feito para crianças (na maioria das vezes), que é o desenho animado, ou seja, o total alheamento do autor perante a situação e o contexto da obra.
Por fim, disponibilizo aí embaixo meu comentário sobre o texto Censura à pipoca no cinema, publicado no Scream & Yell.
"Embora eu não coma pipoca (em canto algum), não vejo problema com quem come. Se o barulho do mastigar incomoda você, o cinema ou o filme tem algum problema. Ou você é idiota (como gosta da palavra, aproveito para usá-la) o suficiente para se incomodar porque outra pessoa vai “feder à manteiga, sujar os dedos e encher os vãos dos dentes de lasca”. Caso esta última opção é o problema, faça o que Ian sugeriu.
O cara reclama até de quem vai ao banheiro. Peço desculpa pelas pessoas que não têm o organismo igual ao seu. Aliás, no mundo dele, ninguém pode chegar atrasado (trânsito e outros compromissos não existem), para comer e beber durante a sessão, ou mesmo ir ao banheiro.
Já o David reclama até do cheiro da pipoca. Já, já vão proibir a entrada de pessoas que comeram ovo, cebola e repolho antes de ir ao cinema, para não soltarem flatulências mais fedorentas do que o cheiro de um pacote de pipoca.
É como o Ian disse, conversar no filme é uma coisa (ou mesmo deixar o celular ligado e falar nele durante a sessão), mas comer pipoca? Até de BEBER ele reclama. Será que engolir o líquido incomoda nosso querido escritor de ouvidos sensíveis?"
* Título roubado de um filme brasileiro.
Um comentário:
São esses tipos de coisa que a gente se pergunta: como pode existir gente tão idiota assim?
falar o que mais?
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