sábado, 19 de março de 2011

Como identificar alguém afetado por Latour

Hoje fui lavar roupa. Como nunca mexi numa máquina de lavar, chamei Cunha para me ensinar.

A primeira pergunta que fiz foi: - Quanto de água coloco?
Cunha: - Depende da quantidade de roupa.

Eu esperava algo mais objetivo, mas tudo bem. Continuemos.

Eu: e a quantidade de sabão?
Cunha: Depende de quão suja estão as roupas.

Faz sentido, acho que minha pergunta que não foi precisa o suficiente. Prossigamos.

Eu: mas boto qual velocidade aqui?
Cunha: Depende da sujeira impregnada nas roupas.

Putz! Realmente o problema não sou eu ou ele, mas todos que estudam Latour e sua Teoria ator-rede (não é relativismo). Por que tudo depende? Por que não se apegar a "coisas" acabadas? Aliás, por que elas nem existem? Por que não há essência? A resposta a essas perguntas vai depender... do que e quem você leu, das discussões que teve, da sua assimilação, ad infinitum (ou não).

E olhe que quando Cunha cursou a disciplina de André, a Teoria ator-rede foi apenas 1/3 do conteúdo, equivalente a um módulo. Imagine aqueles que cursam agora (como eu) como vão sair? É um disciplina inteira apenas estudando Latour (e outros) e a Teoria ator-rede.

4 comentários:

Unknown disse...

Gente... boa sorte viu??

Laíza disse...

e a pessoa indo lavar roupa NA INOCÊNCIA se depara com essas questões. credo!

monica disse...

Acho que seria melhor vc ter 7 vidas, da mais espaço rsr

Mônica Paz disse...

huahuahuauhuahuhuahau

o cunha não vale nada!

e sim, estamos ficando maníacos 0.o