terça-feira, 13 de abril de 2010

Cotidiano briguento

Tenho todo dia a mesma batalha.
Chego e fico logo na sua frente.
Tenho certeza que está a rir de mim,
olhando-me num eterno plonguée.

Fico encarando-o por muito tempo;
tem de se ter muita coragem...
E é o principal motivo de meu atraso.

Peço há muito a meu pai e a minha mãe,
porém nunca deram um jeito naquilo.
É foda todo dia ter a mesma briga.

Sempre faço o primeiro movimento,
coloco minha mão naquele objeto metálico
e gelado. Mais uma vez
cai água fria em cima de mim.



Adendo: Como estou ocupado por causa da monografia, esses dias não tive tempo de postar nada. Agora, faço uma postagem rápida de um poema meio antigo. Em breve, volto a ser verborrágico.

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