Bem, eu tive que fazer uma matéria para a disciplina Laboratório de Jornal Impresso. Como a matéria tinha que ser sobre alguma pesquisa apresentada no VIII Conhecimento em Debate, resolvi escolher a do professor mais querido, humano, legal, admirável, amigo... enfim, posso adjetivá-lo o dia todo, mas vamos à postagem.
Claro que estou falando de (Luiz Antonio) Mousinho. Tendo em vista que sempre estamos em contato por e-mail, mandei algumas perguntas para ele responder e, assim, eu utilizar as respostas como fala dele. Entretanto, a entrevista era apenas para colher informação, não era uma entrevista como gênero.
Ou eu não expliquei isso a ele ou ele esqueceu (o mais provável aehueaheauheau). Bem, o motivo não importa, o que vale a pena saber é que ele respondeu as perguntas como se a entrevista fosse para ser divulgada na íntegra, logo, tudo foi respondido enormemente. Já que ele teve trabalho (como ele mesmo fez questão de deixar claro eahueahueahuea) para responder tudo minuciosamente, eu resolvi postar toda a entrevista aqui no blog, mas em duas partes.
Não vou fazer uma descrição de Mousinho aqui, pois não tenho palavras suficientes para descrever esse professor/amigo tão foda (tá ficando muito meloso/gay eahueahueahueaheauhea, mas ele é foda mermo). Mas quem quiser saber um pouco mais sobre ele (pelo menos a parte acadêmica), é só visitar seu currículo lattes.
Claro que estou falando de (Luiz Antonio) Mousinho. Tendo em vista que sempre estamos em contato por e-mail, mandei algumas perguntas para ele responder e, assim, eu utilizar as respostas como fala dele. Entretanto, a entrevista era apenas para colher informação, não era uma entrevista como gênero.
Ou eu não expliquei isso a ele ou ele esqueceu (o mais provável aehueaheauheau). Bem, o motivo não importa, o que vale a pena saber é que ele respondeu as perguntas como se a entrevista fosse para ser divulgada na íntegra, logo, tudo foi respondido enormemente. Já que ele teve trabalho (como ele mesmo fez questão de deixar claro eahueahueahuea) para responder tudo minuciosamente, eu resolvi postar toda a entrevista aqui no blog, mas em duas partes.
Não vou fazer uma descrição de Mousinho aqui, pois não tenho palavras suficientes para descrever esse professor/amigo tão foda (tá ficando muito meloso/gay eahueahueahueaheauhea, mas ele é foda mermo). Mas quem quiser saber um pouco mais sobre ele (pelo menos a parte acadêmica), é só visitar seu currículo lattes.

Allysson - Você tem uma pesquisa vinculada ao PIBIC, na graduação, qual o tema central dela?
Mousinho - Sim, estou começando o quarto ano de vinculação ao PIBIC. O assunto é estudo de ficção, em interface com a série social. Ou seja, o estudo do ficcional, com ênfase para o estético e em suas relações com as questões sociais representadas. O que chamo questões sociais aqui vai desde as representações das relações comunitárias e a violência nas favelas às relações amorosas e familiares nos estratos de classe média. E, claro, de alguma maneira leva em conta o ambiente de produção, circulação, consumo e resposta social dos audiovisuais estudados. Nos primeiros três anos, desenvolvi um projeto chamado Ficção e produção de sentido: dialogismo e interdisciplinaridade. Ao longo dos anos, foram sendo gerados planos de trabalho a partir desse projeto geral. No primeiro ano, o bolsista Arthur Lins estudou o seriado Cidade dos homens. Já no segundo, a bolsista Inara de Amorim Rosas prosseguiu, ampliando perspectivas, o estudo de Cidade dos homens, enquanto Arthur passou a estudar o romance e o filme O invasor, de Marçal Aquino e Beto Brant. Nos três projetos, além do estudo da ficção cinematográfica, demos atenção às relações cinema-literatura. No terceiro ano Inara Rosas prosseguiu estudando as questões das representações da amizade e das relações comunitárias, que vira em Cidade dos homens, só que trazendo esses aspectos para estudar o filme O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburguer. Aspectos da narratologia e de teorias do cinema e da literatura ampararam o processo de análise e interpretação dos textos audiovisuais e literários. No mesmo ano, e até julho passado, tivemos outro plano de trabalho gerado pelo projeto. Trata-se do estudo do filme Pequeno dicionário amoroso, de Sandra Werneck, realizado por Vanessa Queiroga, vendo a questão da representação da perspectiva narrativa, do tempo e da representação das relações amorosas na obra. O estudo cômico também foi ponto forte no projeto de Vanessa, rastreado a partir de estudos clássicos de Henri Bergson, Northrop Frye, Mikahil Bakhtin. O aspecto do cômico agora está sendo visto pela pesquisadora em A grande família, no projeto iniciado mês passado. Ao mesmo tempo, o novo bolsista, Afonso Manoel Barbosa, começa a estudar a paródia e estilização no filme Lisbela e o prisioneiro, de Guel Arraes. Os únicos projetos nos quais determinei o objeto a ser estudado foram os relacionados ao seriado Cidade dos homens. Os outros partiram de um leque amplo de títulos que sugeri aos bolsistas ou deixei que eles apontassem. A única exigência é a inserção no projeto geral. Os planos em desenvolvimento, agora, estão vinculados a um segundo projeto, que desdobra o primeiro e se chama Ficção audiovisual e produção de sentido. Nele, deixo um pouco a literatura de lado. Em compensação, na pós-graduação em Letras desenvolvo um projeto específico sobre relações literatura-ficção-audiovisual. Em ambos os projetos, adoto uma perspectiva fortemente textualista, mas procurando relacionar textos a contextos.
Allysson - As aulas ministradas para a especialização em letras têm algum vínculo com a pesquisa na graduação?
Mousinho - Não, não dou aula na especialização em Letras, dou aula nos cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-graduação em Letras, PPGL, um programa com 34 anos de existência, no qual fui aluno de mestrado na década de 90. Mas sim, o trabalho na pós têm relação com o que faço na graduação, sobretudo com disciplinas como Estética da Imagem do Som e Roteiro I, que ministrei até pouco tempo atrás, e com disciplinas como Crítica Cinematográfica, que ministro atualmente. São disciplinas que lidam com discussões sobre ficção audiovisual – cinema, sobretudo, e também ficção televisiva. Mas, mesmo numa disciplina como Realidade Brasileira, há vínculos, pois lidamos com crítica da cultura e vendo como os vários discursos – o ficcional, o jornalístico, o cinematográfico, o poético, o poético-musical, o cinema documentário, etc – lidam com as representações do real. E a disciplina que ministro agora no mestrado e doutorado se chama Tópicos especiais em cultura – Ficção e produção de sentido.
Allysson - Fiquei sabendo que você tinha um grupo de pesquisa no mestrado, mas que ele está desabilitado, sobre o que se tratava? Você pensa em voltar com as atividades dele?
Mousinho - Não, não é isso. Na verdade, o grupo é com alunos de Comunicação, no PIBIC, e se chama Ficção audiovisual e produção de sentido. O grupo existe há três anos, teve uma primeira etapa com participação dos primeiros bolsistas e voluntários, sobretudo Arthur Lins, Gregório Costa e Maurício Liesen. Ampliou-se bastante num segundo momento, com a participação de Inara Amorim Rosas, Vanessa Queiroga, Ricardo Oliveira, Lorena Luna, Mayara Lobo, Paulo Henrique Souto Maior e Gian Felipe. Faz um ano que as atividades do grupo estão resumidas ao trabalho intenso com os bolsistas e só com eles. Excesso de tarefas me impediu de continuar com os demais, em reuniões de grupo. Depois de seis anos e meio de DECOM e três anos atuando no mestrado e doutorado, só agora tive uma diminuição na carga horária da graduação, por determinação, válida para todos, baixada pela chefia de Pedro Nunes e Joana Belarmino. As três turmas de graduação, mais as de pós, mais a trabalhosa editoria geral da Revista Graphos (da qual me afasto em abril do ano que vem), além da produção científica em área nova, na qual venho produzindo e publicando em livros e periódicos locais e nacionais, me impediram de manter a regularidade das reuniões. Na verdade, ainda não há grupo na pós. Abri duas vagas ano passado, mas os quatro candidatos que concorreram não passaram na seleção. Este ano abri três, vamos ver o que acontece no processo de seleção. Com os mestrandos, a regularidade das atividades, incluindo voluntários, tende a se manter. E agora teremos lugar para nos reunirmos, com o prédio recém-concluído, pois antes saíamos procurando salas em outros centros ou nas praças da UFPB. Minhas disciplinas no PPGL também são cursadas por doutorandos, mas só poderei abrir vagas para orientandos de doutorado depois que dois orientandos meus de mestrado defenderem suas dissertações.
to be continued...
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