segunda-feira, 9 de maio de 2011

Desculpas para ler textos em cima da hora... ou descrevendo actantes

Como sempre aconteceu desde a criação deste blog, não consigo manter uma atualização razoável (ao menos uma vez por semana). Tinha me comprometido desde o ano passado a fazer isso, mas alguns percalços no caminho me impedem. E sempre acabo fazendo postagens com mea culpa. A última atualização foi realizada há mais de um mês, porém o mestrado é mais do que uma desculpa pertinente para o atraso, não? Quer dizer, ele não me dá de comer, mas espero que o faça em breve.

Objetivo da postagem: identificar quais motivos fazem uma pessoa (leia-se eu) ler os artigos da disciplina do Wilson na noite anterior ou até mesmo horas antes de a aula começar. Hipótese: As estruturas dos papers, bem como as variáveis socio-demográficas e os eventos externos, influenciam para que a leitura seja feita em cima da hora (na verdade, geralmente é só um texto que fica pendente até o último momento).

Parando com esses formatos chatos, vamos ao que interessa. Cunha tinha dito que era irresponsabilidade minha ler os artigos em cima da hora. Daí falei que existem motivos para que eu não os leia antecipadamente. Vamos abrir a caixa preta e tentar enxergar os actantes. Naquela semana que ele me trollou, tive, por exemplo:

- show do Matanza. A banda tinha lançado o CD novo há apenas um mês e o show fazia parte da turnê desse novo álbum. Logo, eu não poderia ir à apresentação sem ter escutado e decorado as músicas, não é? Então foi isso que fiz: escutei muito o CD e tentei aprender as músicas; isso, obviamente, levou algum tempo. O que fez essa apresentação ser um dos actantes mais importantes é o fato de eu ter perdido os dois últimos shows do Matanza em João Pessoa. O penúltimo porque eles não tinham lançado nada novo e eu ia ouvir o mesmo repertório das duas primeiras apresentações que fui. E o último perdi por causa do preço. Era um festival e a principal banda do dia em que Matanza ia tocar era Angra, aí depois vinha Sepultura e Matanza. Portanto, eu ia pagar o ingresso mais pelas outras duas, que nem me interessavam, sobretudo Angra.

- jogo do Flamengo. Sempre tento não ver o jogo, pois geralmente estou atrasado nas leituras, mas quem disse que consigo? Fui doutrinado desde criança a ser rubro-negro, a ver os jogos, a me desesperar, a torcer e isso não vai mudar agora, afinal, "Flamengo até morrer, eu sou!".

- videogame e bebida com os vizinhos. Alguém acha que socializar não é importante? Para mim, é fundamental, principalmente quando PES no Playstation 3 está envolvido.

- outros textos, outras disciplinas, outros interesses. Não é novidade que os artigos dessa disciplina não me interessam tanto e não vão me servir, possivelmente, depois que ela acabar - quer dizer, considerando que até agora estudamos duas teorias apenas, tenho esperança que o priming, ou outra, ajude-me de alguma maneira. Além do mais, os textos dessa matéria "competem" com leituras mais legais (relacionadas ao meu projeto - principalmente - ou mesmo a outra disciplina que curso), que "entram na carne" - como diria Sodré. Por conseguinte, ficar instigado para ler esses artigos se torna ainda mais árduo.

- fazer artigo. Não só de ficar encarcerado na sala de aula vive o mundo acadêmico, não é? Aliás, a parte mais legal disso tudo é produzir e discutir sua produção. Portanto, mais uma vez a leitura vai sendo escanteada.

- revisar monografia. Tive, na semana desses acontecimentos, de revisar minuciosamente a minha monografia. Em breve, revelo o porquê de eu fazer isso e #oremos para que a informação seja a melhor possível.

- avaliar trabalho do Intercom. Não contente com tudo isso, o Intercom me manda um trabalho para avaliar logo na semana em que estou mais "atarefado".

- três problemas inerentes à leitura: idioma do artigo (nunca rola um portuguesinho para aliviar); temas chatos (sabe aqueles assuntos que se lê e pensa: como alguém tem saco para se debruçar sobre isso? Todavia, devo fazer um adendo: na semana passada e nesta, os artigos até que foram legais; óbvio que legal e chato são alcunhas que distribuo de maneira totalmente subjetiva, não levando em consideração, aqui, a importância do estudo para a área); linguagem de outras áreas (modelos e regressões estatísticas, além de outras coisas que faço questão de esquecer).

- por fim, NÃO TENHO BOLSA. Faço tudo isso de graça, apenas pelo amor ao conhecimento e ao estudo NOT. E ainda cobram que a gente publique e participe dos principais eventos da área. Ora! Primeiro tenho de sobreviver, né? De viver nem faço questão, mas sobreviver é fundamental.



* A ironia é que esta semana - logo quando faço a postagem - foi atípica: terminei os textos dias antes do prazo. A aula é quarta à tarde e domingo à noite já estava tudo pronto.

5 comentários:

Paulo Victor disse...

Não, meu caro, nenhuma teoria aí vai lhe servir. Faça o mínimo pra passar e depois queime os artigos num ritual satânico no quintal :)

Ah, você não tem impresso, né? Esqueça o ritual...

Allysson; com dois "L", um "Y" e dois "S" disse...

Que é isso?! Olha a teoria da formiga me ajudando aí... como eu já tinha dito, faço tudo para ser o mais intermediário possível naquela aula.

Quem sabe não imprimo um artigo só para ter o prazer de queimar. Já tenho até um em mente.

Rafael Carvalho disse...

Adivinha quais são meus actantes? Filmes, filmes, filmes. Mas um dia eu ainda termino esses artigos no domingo!

Allysson; com dois "L", um "Y" e dois "S" disse...

Porra, Rafael. Você é foda, nunca vi alguém escrever e assistir a tantos filmes. Como você estuda? Aliás, você estuda? eheheh

Marcelo Soares disse...

Não tem bolsa? Não depositaram ainda ou fizeram como o Palloci e desviaram? kkkk