Tá ligado quando você é adolescente (pelo menos eu consegui superar isso depois que "cresci"), conhece uma banda e não quer mostrar a ninguém, não quer dividir seu "conhecimento" musical? Antes o que aconteceu com Stanley Jordan fosse uma dessas coisas...
Jordan é um famoso músico de jazz americano com mais de 25 anos de carreira, apesar disso, eu não o conhecia (não sou um grande conhecedor de jazz mesmo). Ainda assim, achei curioso o que aconteceu em seu show (como foi noticiado hoje, a apresentação deve ter sido ontem).
O músico foi a principal atração do Quebrada Cultural, um evento de São Paulo que tem o objetivo de levar atrações culturais de graça para a população de periferia. O que aconteceu, apesar da importância do evento e do convidado, foi um esvaziamento no show, com apenas 17 pessoas esperando o jazzista.
Parece que rolou pouca divulgação e desinteresse da população, já que as bandas que fazem mais sucesso são as de pagode e rap. Sei lá! Não sei como são as coisas em São Paulo, mas se tivesse uma apresentação desse tipo aqui em João Pessoa, podia ser onde fosse, acho que dava gente de tudo que era lugar (pelo mais do que 17 pessoas). Ter opções (alternativas) para sair aqui é difícil, ainda mais de graça.
Pode ser que em São Paulo, como tudo é longe e a periferia (provavelmente) mais tensa, a galera pense duas vezes antes de ir a um evento desses. Mas se é voltado especificamente para a periferia, por que trouxeram um estrangeiro que ninguém da comunidade conhece? Jazz e favela? Aqui são duas coisas bem diferentes.
Não estou dizendo que tem de levar Calipso (embora seja cultura também, né?). Só sei que não adianta tentar impor produtos culturais que os moradores não estão acostumados e não curtem (alguns até por não conhecerem mesmo). Têm, sim, de trazer algo próximo a eles ou pelo menos que os instiguem, junto a uma divulgação maçante, se a intenção for entretê-los.
Mas há também o problema de trazer outras visões e alternativas, né? Tipo, mostrar à população que há outras opções, outras formas culturais. Sei não. Só sei que isso de tentar impor o que gostamos (ou mesmo o que uma maioria considera de qualidade) é foda. Afinal, por que todos têm de gostar de Chico Buarque e Nação Zumbi?
Jordan é um famoso músico de jazz americano com mais de 25 anos de carreira, apesar disso, eu não o conhecia (não sou um grande conhecedor de jazz mesmo). Ainda assim, achei curioso o que aconteceu em seu show (como foi noticiado hoje, a apresentação deve ter sido ontem).
O músico foi a principal atração do Quebrada Cultural, um evento de São Paulo que tem o objetivo de levar atrações culturais de graça para a população de periferia. O que aconteceu, apesar da importância do evento e do convidado, foi um esvaziamento no show, com apenas 17 pessoas esperando o jazzista.
Parece que rolou pouca divulgação e desinteresse da população, já que as bandas que fazem mais sucesso são as de pagode e rap. Sei lá! Não sei como são as coisas em São Paulo, mas se tivesse uma apresentação desse tipo aqui em João Pessoa, podia ser onde fosse, acho que dava gente de tudo que era lugar (pelo mais do que 17 pessoas). Ter opções (alternativas) para sair aqui é difícil, ainda mais de graça.
Pode ser que em São Paulo, como tudo é longe e a periferia (provavelmente) mais tensa, a galera pense duas vezes antes de ir a um evento desses. Mas se é voltado especificamente para a periferia, por que trouxeram um estrangeiro que ninguém da comunidade conhece? Jazz e favela? Aqui são duas coisas bem diferentes.
Não estou dizendo que tem de levar Calipso (embora seja cultura também, né?). Só sei que não adianta tentar impor produtos culturais que os moradores não estão acostumados e não curtem (alguns até por não conhecerem mesmo). Têm, sim, de trazer algo próximo a eles ou pelo menos que os instiguem, junto a uma divulgação maçante, se a intenção for entretê-los.
Mas há também o problema de trazer outras visões e alternativas, né? Tipo, mostrar à população que há outras opções, outras formas culturais. Sei não. Só sei que isso de tentar impor o que gostamos (ou mesmo o que uma maioria considera de qualidade) é foda. Afinal, por que todos têm de gostar de Chico Buarque e Nação Zumbi?
Um comentário:
Essa discussão possui 2 eixos. De um lado: tentar "impor" uma cultura, um estilo, por acreditar que é de melhor qualidade.
e o segundo ponto: Mostrar que existe algo diferente do que normalmente estamos acostumados, isso é muito bom, sair da rotina.
Bom, afinal de contas, se a proposta for promover, disponibilizar algo novo para todo esse povo, deve ser algo gradativo.
Como isso será realizado? não sei
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