No último sábado (25), teve a primeira exposição de arte eletrônica em João Pessoa, promovida por Christus Nóbrega. Como o assunto é de meu interesse, fui lá conferir.Bom! Arte eletrônica... Eu, com minhas fantasias preconcebidas, pensei logo em algo totalmente interativo, achei que ia imergir em ambientes de realidade virtual e em todos aqueles sonhos que o mundo tecnológico faz você ter.
Depois percebi que não era "arte interativa", mas eletrônica, o que poderia ser até em dispositivos que não o computador. Embora tivessem umas obras com alto grau de interação alta, ainda assim, outras me fizeram até repensar qual o conceito de interação (eu sei que a proposta era de arte eletrônica, não interativa).
Tenho receio de chamar tudo que é digital de interativo. Uma das obras era a de um homem deitado. Se eu apontava o mouse para frente, ele ia para frente, se eu apontava para trás, ia para trás, e se eu deixasse no meio, ele permanecia igual. Isso não me parece muito diferente de um encarte com três páginas... se eu fico na primeira, o personagem está para trás, se vou para a segunda, ele fica no meio, se vou para última, ele fica para frente.
Apertar um botão é realmente mais interativo que passar uma página? Pode até ser, dependendo de seu entendimento por interação, mas não acredito que apenas isto instigue as pessoas para irem a alguma exposição. Principalmente aquelas que cresceram plugadas nas mídias digitais, que são interativas por excelência.
Aí já entra no outro tema que queria falar, o de arte. Quem se dispõe a fazer uma exposição de arte eletrônica, interativa, digital, hipermidiática, etc. - os conceitos não param de brotar -, tem que trazer algo novo não apenas àqueles que não têm intimidade com a tecnologia digital, mas a todos.
Uma obra lá me lembrou muito os jogos que são facilmente encontrados na net, destinados principalmente às meninas de quarto cor-de-rosa que adoram "Um Amor para Recordar". A obra era para você colocar "espinhas" no rosto de Angelina Jolie. Porra! Em qualquer joguinho de internet nós podemos ver muito mais.
Esta foi a primeira exposição em João Pessoa. Espero que as próximas sejam mais instigantes para o público aficionado pelas tecnologias digitais, tanto estudiosos quanto manipuladores.
Não é porque estamos à margem do que acontece nas grandes cidades que merecemos qualquer coisa. Adorei a iniciativa do Christus, entretanto, esperava mais. Confesso que gostei de tudo só porque foi a primeira vez. Na próxima, estaremos mais críticos e ávidos por obras mais interativas e instigantes.
Tenho receio de chamar tudo que é digital de interativo. Uma das obras era a de um homem deitado. Se eu apontava o mouse para frente, ele ia para frente, se eu apontava para trás, ia para trás, e se eu deixasse no meio, ele permanecia igual. Isso não me parece muito diferente de um encarte com três páginas... se eu fico na primeira, o personagem está para trás, se vou para a segunda, ele fica no meio, se vou para última, ele fica para frente.
Apertar um botão é realmente mais interativo que passar uma página? Pode até ser, dependendo de seu entendimento por interação, mas não acredito que apenas isto instigue as pessoas para irem a alguma exposição. Principalmente aquelas que cresceram plugadas nas mídias digitais, que são interativas por excelência.
Aí já entra no outro tema que queria falar, o de arte. Quem se dispõe a fazer uma exposição de arte eletrônica, interativa, digital, hipermidiática, etc. - os conceitos não param de brotar -, tem que trazer algo novo não apenas àqueles que não têm intimidade com a tecnologia digital, mas a todos.
Uma obra lá me lembrou muito os jogos que são facilmente encontrados na net, destinados principalmente às meninas de quarto cor-de-rosa que adoram "Um Amor para Recordar". A obra era para você colocar "espinhas" no rosto de Angelina Jolie. Porra! Em qualquer joguinho de internet nós podemos ver muito mais.
Esta foi a primeira exposição em João Pessoa. Espero que as próximas sejam mais instigantes para o público aficionado pelas tecnologias digitais, tanto estudiosos quanto manipuladores.
Não é porque estamos à margem do que acontece nas grandes cidades que merecemos qualquer coisa. Adorei a iniciativa do Christus, entretanto, esperava mais. Confesso que gostei de tudo só porque foi a primeira vez. Na próxima, estaremos mais críticos e ávidos por obras mais interativas e instigantes.

6 comentários:
1° - achei a exposição ótima, algo realmente novo e que a Paraíba estava precisando.
2°- a foto da Angelina Jolie. Apesar de parecer simples (vc até lembrou jogos infantis) acredito que ela queria passar muitas que tem haver com esse mundo das celebridades. Acredito que quando ele colocou o retrato e as espinhas, ele queria mostrar que até uma celebridade como ela tem imperfeições das quais todos nnós temos e que nós podemos realmente brincar com elas, mostrar que eles são imperfeitos sim!
Lógico, ainda tem muitas coisa pra melhorar, mas de início, eu ADOREI!
Tudo bem, a intenção dele pode ter sido essa. Como disse, o problema é que, acredito, ninguém sairia de casa para fazer algo tão simplório, que é encontrado em cada esquina do ciberespaço. A mensagem pode ser boa, mas o problema é o modo de passar. Lembre que é uma exposição de "Arte".
Ao contrário, a gente não pode pensar na arte simplesmente como algo grandioso, ela também é formada por coisas simples que poucas pessoas dão importancia. E em se tratando do ambiente do ciberespaço é que o negócio ganha um leque maior, pois algumas pessoas podem não conhecer esse tipo coisa na internet
Parece-me, então, que é o mesmo que dizer que o jogo do jornalista jogando o sapato em Bush, por exemplo, é uma obra de arte. Pelo que você falou, se encaixaria muito bem dentro de uma exposição.
Mas se as pessoas soubessem que obras assim estariam, será que iriam? Afinal, quem vai para exposições desse tipo, em grande maioria, são os aficionados pela internet, não os leigos.
"Afinal, quem vai para exposições desse tipo, em grande maioria, são os aficionados pela internet, não os leigos"
não concordo com essa afirmação, ao contrário, pessoas que não conhecem esse tipo de arte se interessam porque é algo realmente novo
Eu sei que a arte é "nova", mas as pessoas que vão, geralmente, já usam a internet com facilidade. E eu coloquei isso porque você falou que "algumas pessoas podem não conhecer esse tipo coisa na internet", no sentido que aquele tipo de obra parece com alguns jogos.
Tipo, não conhecem a arte, mas conhecem os jogos, que são iguais, na situação que expus. Por isso, propus que a arte seja diferente, para instigar os adeptos da internet.
Postar um comentário