terça-feira, 14 de abril de 2009

Eu já torci para a Argentina...

Pode parecer inacreditável, mas já vibrei muito com a vitória de um argentino. E este fato aconteceu no último domingo (12), quando estava acontecendo o primeiro Major do ano: o Masters.

Para quem não sabe, estou falando de golfe. Todo campeonato acontece em quatro dias, dos quais os dois primeiros (na quinta e sexta) são eliminatórios e os golfistas têm que passar pelo "corte" (na sexta) para ir à segunda fase, que acontecem aos sábados e domingos.

Inicialmente, como de costume, eu estava torcendo pelo americano Tiger Woods e o espanhol Sergio García. Como não assisti no sábado, não sei o que aconteceu com García (sei que ele passou pelo corte, pois vi nos dois primeiros dias), haja vista que ele não foi mostrado nem falado no último dia.

Ao contrário, Tiger Woods esteve sempre em evidência, visto que tinha chance de ser campeão e não é o mito do golfe à toa... No entanto, enquanto as câmeras só focavam Tiger e seu principal oponente, o americano Phil Mickelson, víamos os primeiros lugares se mantendo firme.

O americano Kenny Perry esteve em primeiro todo o jogo, acompanhado de perto pelo outro americano Chad Campbell e pelo argentino Ángel Cabrera (com seus altos e baixos durante a partida). Quem assiste regularmente aos jogos de golfe sabe que Cabrera até é um bom jogador, mas sua irregularidade sempre o atrapalha.

Cabrera já havia sido o único sul-americano a vencer o U.S. Open, em 2007. Agora, em 2009, tornou-se o único a ganhar o Masters e a obter dois Majors. Ele só não foi o primeiro sul-americano a vencer um Major porque outro argentino já o havia feito. Em 1967, Roberto De Vicenzo venceu o British Open.

Embora não fosse meu favorito, seria muita escrotagem da minha parte torcer por outro jogador que não Cabrera, só por ele ser um "hermano". Até porque os outros dois golfistas que foram para o playoff com o argentino eram americanos que eu nem gostava.

Para quem não suportaria torcer por um argentino de jeito algum, tem no golfe outro sul-americano que vem se destacando, o colombiano, Camilo Villegas. E sei que muitos acham golfe um esporte chato, isso porque, provavelmente, nunca viram Tiger Woods jogar, porque tem preconceito (sei que é esporte de rico) ou porque é enfadonho mesmo.

Só sei que, nesse domingo, assisti das 14:30 às 20:30. Acredito que Tiger (tudo bem, Mickelson principalmente) nos brindou com cerca de 5 horas de um belo jogo. E, na hora restante, Cabrera esteve de parabéns. E não é que, apesar de ser argentino, ele parece até ser simpático.


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